Em Pernambuco, aprovação de Eduardo é de 54% e a de Dilma, 37%

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As manifestações de junho deste ano, que externaram uma insatisfação generalizada e difusa da sociedade, impactaram diretamente na imagem dos governantes brasileiros. Apesar do reflexo das ruas sobre as gestões, em Pernambuco o governador Eduardo Campos (PSB) conseguiu sobreviver à “onda” de reprovação” dos movimentos reivindicatórios. Embora apresentando uma queda significativa de popularidade, em comparação com avaliações anteriores a junho, o impacto se apresenta bem menor que o sofrido pela avaliação da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT).

A pesquisa de avaliação de governos e intenção de votos do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau (IPMN), em parceria com o JC e o Portal LeiaJá, feita nos dias 21 e 22, no Estado, revela que o governo Eduardo tem a aprovação de 54% (17% ótima e 37% boa) – com uma avaliação regular de 28% –, contra uma reprovação de 12% (7% ruim e 5% péssima). Ao mesmo tempo, a gestão Dilma tem a aprovação de 37% dos pernambucanos (10% ótima e 27% boa), enquanto a avaliação regular é de 35%, contra uma reprovação de 24% (13% ruim e 11% péssima), o dobro da recebida pelo governador. Os dados são da pesquisa estimulada.

Ex-aliados e prováveis adversários em 2014, na disputa à Presidência da República, Eduardo e Dilma coincidem na distribuição dos maiores e menores índices de aprovação, com os menores percentuais situados no Recife – maior colégio eleitoral do Estado – e na Região Metropolitana e os maiores no Sertão e na Região do São Francisco (veja quadro). Na Capital e RMR, a administração do governador Eduardo é aprovada por 48% (em ambas), ao tempo em que a da presidente Dilma recebe 33% e 30%, respectivamente.

Os índices de aprovação dos governos Eduardo e Dilma crescem, entretanto, entre os eleitores pernambucanos, quando a pesquisa limita-se a aplicar a pergunta “Você aprova ou desaprova o governo?”. Nessa situação, 67% aprovam e 21% reprovam a gestão do socialista, enquanto 50% aprovam e 38% reprovam a da petista.

Um dos coordenadores da pesquisa, o cientista político Adriano Oliveira explica que a aplicação da simples indagação “aprova” ou “desaprova” as gestões “serve apenas para um indicativo de comparação (dos pesquisadores)”, uma vez que ela não permite opções (“ótima”, “boa”, “regular” etc) ao eleitor entrevistado, deixando nesse caso a avaliação menos real.

Entenda o que é recuperação judicial

eike-620x400A petroleira OGX, do empresário Eike Batista, informou nesta terça-feira (29) que após meses de negociação não chegou a um acordo com credores – no início deste mês, a empresa comunicou que não pagaria cerca de US$ 45 milhões de parcelas referentes a juros de dívidas emitidas no exterior, vencidas no dia 1º deste mês.
A OGX tem até esta semana para chegar a um entendimento sobre a dívida. Caso isso não ocorra, poderá ter de pedir recuperação judicial.

Entenda o que poderá acontecer se a empresa entrar em recuperação judicial.

1 – O que é recuperação judicial?
2 – Como a empresa entra em recuperação judicial?
3 – O que deve constar no plano de recuperação?
4 – O que é feito durante a recuperação judicial?
5 – O que acontece com as ações da empresa durante a recuperação?
6 – Como é encerrada a recuperação judicial?
7 – O que acontece se a empresa não conseguir um acordo para a recuperação judicial ou não cumprir o que está no acordo?

1 – O que é recuperação judicial?
A recuperação judicial é uma medida para evitar a falência de uma empresa. É pedida quando a empresa perde a capacidade de pagar suas dívidas.
“É um meio para que a empresa em dificuldades reorganize seus negócios, redesenhe o passivo e se recupere de momentânea dificuldade financeira”, explica o advogado especialista no tema, Artur Lopes.
A recuperação judicial é abordada no capítulo três da lei Lei de Falências e Recuperação de Empresas (LFRE), de 2005.
De acordo com a lei, a recuperação judicial tem como objetivo viabilizar que a empresa supere a situação de crise econômico-financeira, buscando evitar a falência.
Com isso, a empresa mantém sua produção, o emprego dos trabalhadores e o interesses dos credores (que querem ser pagos), “promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica”, diz a lei.

2 – Como a empresa entra em recuperação judicial?
O pedido de recuperação judicial deve ser feito na Justiça, explica Lopes.
A partir do pedido, a empresa tem 6 meses para tentar um acordo com credores sobre um plano de recuperação que definirá como sairá da crise financeira.
Assim que entra com o pedido de recuperação judicial, a empresa precisa apresentar um processo para o juiz. O juiz analisa esse processo e se a documentação estiver completa, dá o despacho que autoriza a recuperação. “Se tiver alguma dúvida, algum documento fatando, ele vai pedir para a empresa completar a documentação”, diz o advogado.
Após o despacho, a empresa tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação à Justiça (caso contrário, o juiz decreta a falência).
Apresentando o plano, o juiz vai divulgar esse plano para que os credores se manifestem.
Os credores tem 180 dias (contados a partir do despacho) para aprovar ou não o plano.
Se aprovado, a empresa entra em processo de recuperação. Se não for aprovado, o juiz decreta a falência da empresa.
A negociação entre as partes é intermediada por um administrador judicial nomeado pela Justiça.

3 – O que deve constar no plano de recuperação?
A empresa e tem que apresentar à Justiça e aos credores um plano de como sairá da atual crise, de acordo com o advogado Luiz Antonio Caldeira Miretti, especialista em recuperação de empresas e falências.
É um processo baseado na negociação e permite que credores e devedores apresentem as condições que acreditam ser razoáveis.
No plano, é analisada toda a parte contábil, de produção, estoque e fluxo de caixa da empresa.
É necessário fazer uma a projeção de como a companhia fará para organizar as contas e sair do vermelho, explicou Miretti.
É necessário apresentar aos credores como é que as dívidas serão pagas, em qual prazo e como fará isso.
Por exemplo, deve estar discriminado se o pagamento será feito em parcelas fixas, se para isso a empresa venderá bens, se irá se desfazer de uma filial etc.

4 – O que é feito durante a recuperação judicial?
Durante a recuperação judicial, a empresa deve cumprir o estabelecido no plano. Enquanto isso, as operações da empresa seguem normalmente.
A empresa precisa apresentar um balanço mensal para prestar contas ao juiz e aos credores sobre o andamento da empresa.
O administrador judicial nomeado pela Justiça funciona como intermediador entre a empresa, os credores e a Justiça.

Caso a empresa não cumpra o que está no acordo, o juiz decreta a falência da empresa.
5 – O que acontece com as ações da empresa durante a recuperação?
Quando a empresa apresenta um pedido de recuperação judicial, as negociações com suas ações são suspensas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

6 – Como é encerrada a recuperação judicial?
A recuperação é encerrada quando a empresa cumprir tudo o que estava previsto no plano de recuperação.
“O que normalmente acontece com as recuperações judiciais que dão errado é que o empresário não faz a lição de casa”, explica o especialista Artur Lopes.
Se a empresa cumprir tudo o que está previsto, depois de tudo pago, o juiz finaliza o processo de recuperação.

7 – O que acontece se a empresa não conseguir um acordo para a recuperação judicial ou não cumprir o que está no acordo?
É decretara a falência da empresa.
O capítulo cinco da Lei de Falências é o que diz respeito à falência.
Com a falência, o devedor é afastado suas atividades com o objetivo de preservar e otimizar a utilização produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos (inclusive os intangíveis) da empresa.
Segundo a lei, “a decretação da falência determina o vencimento antecipado das dívidas do devedor e dos sócios”, e as partes responsáveis “serão representadas na falência por seus administradores ou liquidantes, os quais terão os mesmos direitos e, sob as mesmas penas, ficarão sujeitos às obrigações que cabem ao falido”.

Fonte: G1

Top 10: Homens mais ricos do Brasil – 2013

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O ano de 2013 apresenta algumas mudanças no ranking dos homens mais ricos do Brasil. Uma delas é a ausência do bilionário Eike Batista que teve 60% de desvalorização em suas empresas. Após ter publicado os mais ricos do mundo, relaciono aqui os mais ricos do Brasil segundo os dados da revista Forbes Br, uma franquia da revista mais influente no assunto.
O Sucesso é objetivo de todos e essas pessoas servem como exemplos de luta e batalha, mas esses grandes empreendedores não ficaram ricos da noite para o dia. Foram anos de suor por cada centavo, e isso explica a idade avançada da maioria deles. Vamos á eles:

10° Francisco I. S. Dias Branco – R$ 9.62 bilhões.

M. Dias Branco S.A.

10Francisco (78 anos) é a pessoa mais rica do Ceará. Ele dirige a empresa líder de fabricação e comercialização de biscoito e macarrões no Brasil. A empresa foi fundada por seu pai em 1940, quando criou a padaria Fortaleza com biscoitos e massas. Desde então, Dias Branco S.A. expandiu, comprou e incorporou outras fábricas e marcas. As marcas mais conhecidas são os macarrões Fortaleza, Adria, Estrela, Vitarella, Pelaggio, Basilar e os biscoitos Richester, Isabela, Salsito e Zabet.

9° Norberto Odebrecht – R$ 10.10 bilhões.

Odebrecht

09Este engenheiro de 92 anos é um dos 10 homens mais ricos do Brasil. Sem dúvida, o Pernambucano mais rico que já existiu. De uma família de tradição na construção civil, a empresa foi fundada na década de 40 e faz parte do desenvolvimento do Brasil. Herdeiro, Norberto conseguiu expandir a atuação da construtora em diversos setores: engenharia, construção, petroquímica e química. Hoje, emprega mais de 165 mil pessoas em 60 países ao redor do mundo. A família detêm 62% do conglomerado.

8° Carlos Alberto Sicupira – R$ 16.78 bilhões.

Anheuser-Busch Inbev

8Este empresário de 64 anos faz parte de um trio bem sucedido. Em conjunto com Jorge Paulo Lemann e Marcell Telles, controlam a cervejaria Anheuser-Busch Inbev (Inbev), a maior cervejaria do mundo, com 25% de market share global e além de ser uma das 5 maiores empresas do mundo em produtos de consumo. Também é um dos donos da rede de fast food Burger King no Brasil.

7° José Roberto Marinho – R$ 17.10 bilhões.

Organizações Globo

7José, (conhecido internamente por “Zé”) é casado e possui 57 anos. É filho e herdeiro do fundador da Organizações Globo, Roberto Marinho. Todo o conglomerado construído foi dividido entre os 3 filhos que seguem nesse ranking. José ocupa o cargo de vice-presidente em conjunto com o João Roberto Marinho. O irmão mais velho, Roberto Irineu Marinho, é o presidente da companhia que se tornou o segundo maior conglomerado de mídia do mundo.

6° João Roberto Marinho – R$ 17.26 bilhões.

Organizações Globo

6João é dos 3 irmãos bilionários das Organizações Globo e participações. Juntos, somam mais de R$ 50 bilhões em patrimônios. A empresa dos Marinho expandiu tanto nos últimos anos que obteve lucro de 6 bilhões somente em 2012, em uma receita total de 12 bilhões. As novelas são um dos produtos de maior destaque internacional e são vendidas pra mais de 100 países. João possui 59 anos e é casado com Gisela Marinho. Atualmente é presidente do Conselho Editorial e vice-presidente da companhia.

5° Roberto Irineu Marinho – R$ 17.28 bilhões.

Organizações Globo

5Roberto Irineu, 65 anos, casado, com 4 filhos, é um dos homens mais influentes do Brasil através das Organizações Globo. Como proprietário e presidente do grupo, controla 5 emissoras próprias de TV aberta e mais 117 afiliadas. Controla também mais de 30 canais a cabo: Megapix, Gloob, GNT, Multishow, Viva, Bis +, Globosat, OFF HD, Combate, SporTV, PFC, GloboNews e a rede Telecine. A empresa atua em diversos outros setores como mídia impressa, rádios e possui uma das mais importantes gravadores do Brasil, a SOM LIVRE.
Roberto e sua família também apoia a caridade através da Fundação Roberto Marinho.

4° Marcel Herrmann Telles – R$ 19.50 bilhões.

Anheuser-Busch Inbev

4Este homem de 57 anos é cervejeiro nato, fundou a AmBev com a fusão da Antartica e Brahma e depois se associou com a cervejaria belga Interbrew, e assim surgiu a InBev, e mais tarde com a compra da Budweiser, se tornou a ABinBev, a maior cervejaria do mundo. Com seus parceiros, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira administram e controlam o reinado da cerveja nacional e a gigante do varejo, Lojas Americanas.

3°Antônio Ermírio de Moraes- R$ 25.68 bilhões.

Votorantim

3Mais um paulistano que fez decolar sua fortuna durante anos de trabalho. Antônio, de 83 anos, comanda o Grupo Votorantim, criado pelo seu pai. Antonio diversificou a empresa e hoje atua em diversas áreas como cimento, química, alumínio, papel celulose, eletricidade, metais, siderúrgicas, e o Banco Votorantim. Em estudo, notei que ele tem um lado altruísta. O empresário dedica parte do tempo à Sociedade Beneficência Portuguesa de São Paulo, à Associação Cruz Verde de São Paulo, à Fundação Antônio Prudente, às Casas André Luiz, entre outras organizações não governamentais, como o Instituto Baccarelli.

2° José Safra – R$ 33.90 bilhões.

Banco Safra

2Este libanês viu no Brasil uma oportunidade de crescer e investir. Naturalizou-se brasileiro e fundou o Banco Safra – um dos 10 maiores bancos do Brasil – com seus irmãos. No entanto, não parou por ai. Investiu na Aracruz Celulose SA, uma empresa de telefonia em Israel e diversos bancos espalhados pelo mundo.

 

1° Jorge Paulo Lemann – R$ 38.24 bilhoes.

Anheuser-Busch Inbev

1Não tem como falar do Jorge sem falar dos seus parceiros. Esse carioca de 72 anos, forma o trio da cerveja junto com Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira controlam a ABinBev, a maior cervejaria do mundo. Se você bebe uma Skol, Brahma, Antártica, Pepsi ou Guaraná Antartica, você está contribuindo para fortuna desses três. Também são donos das Lojas Americanas, Americanas.com, Submarino.com, Burger King no Brasil e recentemente adquiriu em conjunto com Warren Buffet a Heinz ketchup (o mais consumido do mundo).

Prefeituras fecham portas em protesto nesta quarta (30)

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Mais de 15 prefeituras da Mata Norte e do Agreste Setentrional de Pernambuco devem fechar as portas em protesto pelas perdas no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassado para as cidades brasileiras. A manifestação organizada pelo Consórcio dos Municípios da Mata Norte e Agreste Setentrional (Comanas) ocorrerá nesta quarta-feira (30), na sede do consórcio, na BR-408, Bairro Novo, Carpina.

Segundo o presidente do Comanas e prefeito de Tracunhaém, Belarmino Vasquez (PR), 24 municípios fazem parte do grupo e desses, mais de 15 já confirmaram presença na reivindicação.

“Preparamos esse movimento coletivo, justamente devido esta queda de receita. Está ficando inviável administrar os municípios – é o meu caso mesmo -, estamos esperando dinheiro para pagar a folha. Então, vamos fazer a manifestação para mostrar a toda região que a gente vai fazer uma demissão em massa para se adequar. Estamos com os fornecedores todos em atrasos e não estamos mais com perspectivas de ajuda do FPM”, reclamou.

O prefeito afirmou que desde o mês de janeiro houve uma redução na cota do FPM e por isso, os municípios menores não conseguem pagar as despesas. “Não temos de onde tirar. A prefeitura tem custos fixos com merenda, remédios, iluminação pública, combustíveis dos carros, Conselho Tutelar, previdência e outros. Aqui em Tracunhaém temos R$ 870 mil só de folha de pagamento fora as despesas com fornecedores e recebemos apenas R$ 837 do FPM”, alegou.

Apesar do protesto em virtude da falta de recursos, Vasquez garantiu o atendimento de atividades básicas como saúde e educação. “Não vamos parar todos os serviços para não prejudicar a população, apenas alguns gabinetes e secretarias como a da Administração e do Governo, por exemplo, além da sede da prefeitura não funcionarão”, esclareceu. Ainda segundo o prefeito, além dos gestores dos municípios está previsto a participação de deputados estaduais e federais no ato público.

Empresa de alimentos é condenada por exigir certidão de antecedentes criminais em seleção

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A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso da Bondio Alimentos S.A., de Santa Catarina, contra decisão que considerou discriminatória a exigência, em processo seletivo, de certidão negativa de antecedentes criminais. A empresa justificou a exigência com o fato de que, por se tratar de uma indústria frigorífica, utilizava facas em seu processo produtivo de produção e abate de aves.

O processo teve origem em ação ordinária anulatória, pela qual a Bondio tentava anular diversos autos de infração lavrados pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre as infrações verificadas estava a de exigir a certidão negativa de antecedentes criminais. O MTE considerou a prática discriminatória e limitativa de acesso ou manutenção do emprego, conforme descrito no artigo 1º da Lei 9.029/95. O valor total das multas somava R$ 214 mil.

A empresa, ao questionar as multas, argumentou que a fiscalização não teria mencionado nenhum candidato a emprego que não houvesse sido contratado em virtude da certidão de antecedentes criminais. Afirmou que todos possuem acesso às informações públicas, e que a exigência da certidão, por si só, não representava qualquer infração. Entendia que era um meio de promover a segurança da coletividade dentro da empresa e negou qualquer prática discriminatória, afirmando manter em seus quadros índios, homossexuais e um condenado que cumpria pena no regime semiaberto, todos tratados de forma igualitária.

A 2ª Vara do Trabalho de Chapecó (SC) indeferiu o pedido de anulação das multas, diante da comprovação da exigência da certidão para os candidatos a emprego. Para o juízo, “pouco importava” se houve a contratação ou não de algum empregado com antecedentes criminais, uma vez que a simples exigência demonstrava sua utilização “como critério para seleção de empregados, além de gerar constrangimento aos candidatos a emprego”.

Da mesma forma entendeu o Tribunal Regional do Trabalho da12ª Região (SC) ao analisar o recurso ordinário da empresa. O Regional considerou, assim como a sentença, que a prática não teria outro objetivo senão o de violar a intimidade e a vida privada dos candidatos, ato que contrariava os princípios e garantias constitucionais. Destacou ainda entendimento do Ministério Público do Trabalho de que a exigência inibiria uma possível ressocialização dos candidatos ao emprego.

Ao analisar o recurso na Turma, o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, destacou que a justificativa da empresa de que a exigência da certidão se dava pela utilização de facas extrapolava os limites do poder diretivo do empregador, “que nunca deve se sobrepor aos direitos de proteção à intimidade do empregado e à dignidade da pessoa”.

Fundamentado nestes argumentos e em respeito ao princípio da máxima efetividade dos direitos fundamentais, o ministro considerou correta a decisão regional e afastou as alegações de violação dos artigos 1º da Lei 9.029/95, 5º, inciso XXXIII, da Constituição, e 482, alínea “d”, da CLT, como alegava a empresa, além de considerar inespecíficos para confronto de tese os acordão trazidos por ela.

O que é assédio moral?

assedio-moral-2Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título “Uma jornada de humilhações”.
A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.
Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen “Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien”. O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.
Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.
O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.
Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
  1. repetição sistemática
  2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
  3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
  4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
  5. degradação deliberada das condições de trabalho
Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.
O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização”, onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.
(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link:http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm
Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000

Direito é o curso mais concorrido no vestibular 2014 da UPE

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Em todas as suas modalidades de ingresso, a Universidade de Pernambuco (UPE) registrou os cursos de direito, nos campi de Camaragibe, no Grande Recife, e de Arcoverde, Sertão, como os mais concorridos do vestibular de 2014.  A reitoria da instituição divulgou, nesta terça-feira (22), a concorrência do Sistema Seriado de Avaliação 3 (SSA 3) e do vestibular tradicional, que totalizaram 52.950 inscrições.  Outros 38.666 estudantes estão inscritos para o SSA1 e o SSA2.

No método de entrada tradicional, no sistema universal, o curso mais concorrido foi o de direito de Camaragibe, com 152,54 candidatos por vaga, seguido por medicina no campus Garanhuns (101,25) e medicina em Serra Talhada (98,8); no sistema de cotas – que corresponde a 20% das vagas -, o primeiro lugar também ficou com direito em Camaragibe, com 159,75 candidatos por vaga, seguido de direito em Arcoverde (109,75) e medicina em Serra Talhada (109).

Já no SSA3, no sistema universal, direito em Camaragibe teve 72,8 estudantes por vaga, medicina em Serra Talhada teve concorrência de 30,83 e direito em Arcoverde ficou com índice de 25,70. Pelo sistema de cotas, os cursos mais concorridos do SSA3 foram direito em Arcoverde (55,5), direito em Camaragibe (51) e odontologia em Arcoverde (32,5).

De acordo com o reitor da UPE, Carlos Calado, os números do processo de ingresso 2014 já apresentam uma tendência desde o ano passado e refletem uma maior oferta de cursos no interior do estado e de áreas diferente das de saúde e engenharias.

“Os cursos novos estão realmente despertando interesse, desde o último processo. E, de fato, há um certo deslocamento em que demonstra o equilíbrio entre a universidade da Região Metropolitana e do interior. As pessoas que antes tinham que vir para o Recife agora concorrem em outras cidades”, comentou. Ano passado, direito também foi o curso mais disputado.

Outro dado que chama atenção é a participação de mulheres no sistema de seleção.  Em todas as possibilidades de ingresso, o sexo feminino representa mais de 60% do número de candidatos. “É reflexo da situação que a mulher vem apresentando em nossa sociedade, de maneira geral, ganhando espaço”, destacou a professora Isabel Avelar, presidente da Comissão de Concursos Acadêmicos. Na distribuição por escolas, houve maior equilíbrio entre instituições públicas e privadas, que dividiram praticamente pela metade o número de inscrições.

Os cursos de direito, que ainda em fase inicial – o de Arcoverde funciona há três anos e o de Camaragibe, há dois -, possuem pequena oferta de vagas, com 30 alunos por ano. Por conta disso, a concorrência nas graduações é bastante elevada. De acordo com a UPE, a tendência é aumentar o número de vagas nos próximos anos, o que pode diminuir a concorrência.
Medicina no Recife

O tradicional curso de medicina do Recife ficou em quarto lugar geral na concorrência do vestibular tradicional, com 98,8 candidatos por vaga. Para o sistema de cotas, ele registrou 51,44 candidatos por vaga, alcançando o 9ª lugar geral. No ano passado, a concorrência para o curso foi de 45,18 e 36,67, respectivamente.

Cartão de inscrição
A partir de 28 de outubro, a UPE irá divulgar os cartões de inscrições, com locais de prova, através do site do processo de ingresso. Se encontrar algum dado incorreto, o estudante deve procurar a comissão de vestibular imediatamente.

Data das provas
A partir deste ano, a universidade vai adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorre neste fim de semana, como a primeira fase de seleção. A segunda fase do processo tradicional será em 25 e 26 de novembro.  Já as provas do SSA 3 ocorrem em 10 e 11 de novembro.

A UPE oferece quase 3,5 mil vagas nos 53 cursos de graduação espalhados nos campi Santo Amaro, Benfica, Camaragibe, Garanhuns, Caruaru, Salgueiro, Arcoverde, Nazaré da Mata, Petrolina, Palmares e Serra Talhada.

Ao todo, serão oferecidas 1.390 vagas para estudantes inscritos no SSA e 2.080 vagas para estudantes inscritos no processo regular de vestibular. O resultado da seleção da UPE e da terceira fase do SSA podem ser divulgados até 31 de janeiro de 2014, de acordo com a instituição.

Tribunal do Trabalho condenou a empresa Norfil Indústria Têxtil por assédio moral

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A Norfil S.A Indústria Textil foi condenada pela 1ª Turma do Tribunal do Trabalho da Paraíba a indenizar em R$ 30 mil um trabalhador por prática de assédio moral. Os motivos foram as condutas desrespeitosas e repetidas de um superior hierárquico contra um empregado no ambiente de trabalho. O recurso é oriundo da 6ª Vara do Trabalho de João Pessoa.
Segundo o processo nº 0015800-48.2012.5.13.0006, o empregado sustentou que o supervisor o destratava no ambiente de trabalho, humilhando diante dos colegas. A empresa, por sua vez, alegou que a dispensa do empregado se deu por negligência. Argumentou, ainda, que o empregado faltou injustificadamente ao serviço de forma reiterada e sofreu punições gradativas, sem sucesso.
Para o relator do voto, desembargador Vicente Vanderlei, o conjunto probatório apontou para a existência de tratamento degradante no ambiente de trabalho pela empresa. “Extrai-se, do que foi relatado, que o supervisor destratava os subordinados durante o expediente. Não era uma conduta unicamente dirigida ao empregado, mas um comportamento agressivo injustificável contra diversos empregados da reclamada que caracteriza o assédio moral alegado pelo autor. Mesmo que não tenha sido ele o único a receber ofensas no ambiente de trabalho, a conduta reiterada e preferencialmente a ele dirigida configura pressão psicológica apta a prejudicar a honra e a reputação do ofendido”, concluiu o magistrado.

Roberto Carlos diz ser favorável a biografias sem autorização

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Um dos pivôs da discussão sobre biografias não autorizadas, Roberto Carlos se mostrou mais flexível neste domingo (27), em entrevista ao Fantástico, na qual disse ser a favor do projeto que libera biografias sem autorização. “O que eu acho é que tem que conversar. Tem que se conversar e chegar a esse equilíbrio”, afirmou.

Em 2007, o cantor moveu uma ação contra o jornalista e historiador Paulo César de Araújo, autor de “Roberto Carlos em detalhes”, e conseguiu que o livro fosse recolhidos das lojas e tivesse sua venda proibida.

Agora, apesar de adotar um discurso um pouco diferente, disse que não mudou de opinião. “Há algum tempo, pra gente proteger o direito à privacidade, só existia uma forma. Não permitir uma biografia não-autorizada”, disse.

Trabalhadores da construção civil em Pernambuco entram em greve

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Os trabalhadores da construção civil de Pernambuco iniciaram nesta segunda-feira (28) uma greve geral. A decisão foi tomada na última quarta-feira (23), em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Pesada (Marreta). Ainda não há informações sobre a adesão nos canteiros de obra do estado.

Durante a manhã, o sindicato promoveu uma caminhada pelas ruas da região central da cidade, passando por avenidas como a Conde da Boa Vista. De acordo com a Polícia Militar, aproximadamente 400 pessoas participaram da passeata, que retornou para a sede do Marreta, na Rua da Concórdia, pouco antes das 11h.

O impasse gira em torno da negociação salarial – a categoria pede 18% e os patrões oferecem 5,7%. Além do aumento salarial, o sindicato pede vale-alimentação de R$ 350, implantação do plano de participação nos lucros e resultados (PLR) e 100% de hora extra aos sábados, domingos e feriados

O Marreta estima que aproximadamente 60 mil trabalhadores podem cruzar os braços em aproximadamente 700 canteiros de obras em todo o estado. A paralisação não atinge Suape, no Litoral Sul, nem as obras da Fiat, em Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, pois foi fechado um acordo paralelo com os trabalhadores quanto à questão salarial. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Gustavo de Miranda, disse que espera entrar em acordo.