Fiocruz: epidemias de zika e chikungunya serão mais fortes em 2017

mosquitoAo participar hoje (1º) do 2 º Seminário Dengue, Chikungunya e Zika: Desafios na Atenção à Saúde na Chikungunya, no auditório da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em Manguinhos, no Rio, o diretor regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Mato Grosso do Sul, Rivaldo Venâncio, disse que epidemias das doenças zika e chikungunya, ambas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, serão ainda maiores no verão de 2016/2017 do que foram na última temporada.

Segundo o pesquisador, que é especialista em medicina tropical, o número de casos este ano já subiu significativamente em relação ao ano passado.

“Em 2015, foram identificados 38 mil casos de zika e de chikunguya. Neste ano, o número subiu impressionantemente para 255 mil. Só o estado do Rio já teve mais de 15 mil casos da doença até o mês de outubro. Claro que durante os meses em que o calor foi menor e com menos chuvas, a velocidade da transmissão diminuiu, mas agora estamos prestes a entrar no verão. E com ele, voltam as altas temperaturas e as chuvas intensas, que são condições mais do que ideais para a proliferação da doença. Como ainda não combatemos esses vírus da maneira adequada, uma epidemia ainda maior se anuncia para os próximos meses”, disse.

O objetivo do encontro é discutir uma proposta para capacitação de profissionais da área de saúde na abordagem das três doenças. Venâncio disse que os profissionais de saúde, embora sejam capacitados, precisam de uma atualização em seus conhecimentos para saber lidar melhor com este cenário de novas doenças.

De acordo com Venâncio, a transmissão da febre do Mayaro, doença infecciosa aguda causada por vírus, que provoca sintomas semelhantes aos da chikungunya, pelo Aedes aegypti ainda não pode ser confirmada. O pesquisador explicou que o vírus é transmitido majoritariamente por mosquitos silvestres, conhecidos como Haemagogus.

“Isto é, de áreas rurais, de matas e etc. O que houve foi que, em estudos preliminares, foi constatado um potencial do Aedes como vetor do vírus. Esses estudos ainda precisam passar por aprofundamento. A preocupação é com o que chamamos de tríplice epidemia: dengue, zika e chikungunya. Claro que o Rio de Janeiro, por ter a peculiaridade de possuir uma fatia da Mata Atlântica, misturada ao seu espaço urbano, poderia apresentar a presença do Haemagogus, mas isso é algo que também precisa ser analisado com maior cuidado”, afirmou o diretor..

“Nem o sistema público e o privado estão preparados para essa epidemia. Especialmente a zika e a chikungunya que, diferentemente da dengue, exigem uma abordagem multiprofissional. Claro que temos profissionais altamente capacitados, mas há a necessidade da atualização de seus conhecimentos para o manejo clínico, seja com cursos de capacitação na área ou alguma outra ideia. Isso que será discutido aqui ao longo de hoje e amanhã”.

Sertão de PE tem 26 confirmações de microcefalia e mais de 145 suspeitas

microcefaliaA Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou nesta terça-feira (5), o número de casos de microcefalia nas cidades pernambucanas. Segundo o boletim, são 1846 casos notificados e 303 confirmados no estado. Já no Sertão de Pernambuco, são 149 casos suspeitos da malformação e 26 casos foram confirmados.

No sertão, a cidade com mais casos confirmados é Petrolina, que possui 18 suspeitas e 8 delas já estão confirmadas. Em seguida, Ouricuri com 23 casos suspeitos e 5 confirmações; Exu tem 14 suspeitas, sendo 5 confimados e Araripina possui 10 casos suspeitos e dois foram confirmados.

Já os municípios de Parnamirim, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Filomena, Moreilândia e Trindade possuem um caso confirmado cada.  E as cidades de Afrânio, Belém do São Francisco, Bodocó, Cedro, Cabrobó, Dormentes, Granito, Ipubi, Lagoa Grande, Orocó,Santa Maria da Boa Vista, Serrita e Terra Nova não possuem casos confirmados, apenas suspeitos.

Do G1

Ministério da Saúde confirma 102 casos de microcefalia em uma semana

mosquitoO Ministério da Saúde divulgou hoje (5) que 1.046 bebês nasceram com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, desde que a pasta começou a investigar a relação entre o vírus Zika e a malformação, em outubro do ano passado. Em uma semana, foram confirmados 102 novos casos.

De todas as confirmações, 170 tiveram relação laboratorial para o Zika, mas, devido a dificuldades neste diagnóstico, a pasta considera que o número não reflete a realidade e que na verdade a maioria dos casos foram causados pelo vírus.

De acordo com o boletim, 4.046 outros casos notificados como suspeitos de terem microcefalia estão em investigação e 1.814 foram descartados.

Pesquisa

A pasta também divulgou hoje resultados preliminares de estudo feito na Paraíba que apontam maior risco de bebês nascerem com microcefalia quando as gestantes são infectadas pelo vírus Zika no primeiro trimestre de gravidez. Desde que a relação entre o vírus e a malformação foi feita, os infectologistas e neurologistas acreditavam fortemente nesta hipótese, mas para a confirmação científica é necessária a conclusão do estudo.

Para a pesquisa, feita em parceria entre o Ministério da Saúde, o governo da Paraíba e Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis dos Estados Unidos, 165 entrevistas com mães de bebês com microcefalia e 446 mães de bebês da mesma região sem microcefalia. Todas as mães têm bebês de até sete meses.

O Ministério da Saúde, em pareceria com o governo da Paraíba e Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos, continua com a análise das amostras de sangue coletadas nas mães e bebês paraibanos. Somente após esta fase, os resultados finais serão divulgados. O resultado inicial do estudo também não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a exposição de produtos como inseticidas, por exemplo.

Anvisa esclarece que repelentes não trazem riscos para grávidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu hoje (4)  que não há impedimento para que grávidas usem repelentes, desde que estejam registrados na própria agência reguladora e que sejam seguidas as instruções do rótulo. Desde que o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika na gestação e a microcefalia no bebê, a pasta recomendou que, entre outras medidas, as grávidas usem o produto para se prevenir contra o mosquito Aedes aegypti, que é transmissor do vírus.

gravidez-parto-gravida-gestacao-1406671441019_615x300Segundo nota divulgada pela agência, estudos indicam que o uso tópico de repelentes, ou seja, direto na pele, à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) por gestantes é seguro.

No entanto, a Anvisa alerta que tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Além do DEET, no Brasil são utilizadas em cosméticos as substâncias repelentes Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, esses ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos, conforme literatura internacional.

Ministério da Saúde revê critério para diagnóstico inicial de microcefalia

bebe_0O Ministério da Saúde mudou os critérios para o diagnóstico de microcefalia relacionada ao vírus Zika e adotou a medida de 32 centímetros como o ponto de partida para triagem e identificação de bebês não prematuros com possibilidade de ter a malformação no crânio.

Até então, estavam sendo considerados casos suspeitos aqueles em que a criança nascia com menos de 33 centímetros de perímetro cefálico, segundo o Ministério da Saúde, para incluir um número maior de bebês na investigação. Depois de ter o perímetro cefálico medido, para ter o diagnóstico confirmado, a criança precisa passar por outros exames.

Com a determinação, parte dos 1.248 casos considerados suspeitos de microcefalia podem ser descartados. O número atualizado de 2015 deve ser divulgado na próxima terça-feira.
Segundo a pasta, a medida segue recomendação da Organização Mundial da Saúde, que considera 32 centímetros a medida padrão mínima para a cabeça de recém nascidos não prematuros. O perímetro cefálico, medida da cabeça feita logo acima dos olhos, varia conforme a idade gestacional do bebê. Segundo o Ministério da Saúde, para a população brasileira, 33 centímetros é considerado normal.

OMS emite alerta global sobre zika vírus e reconhece relação com microcefalia

1f2beb9516ea7f5e885bbf0689a3cb52A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde emitiram nesta terça-feira (1º) um alerta mundial sobre a epidemia de zika vírus.

No comunicado aos países-membros, a organização pede que eles estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que se preparem para um aumento no número de casos reforçando o atendimento pré-natal e neurológico.

O comunicado da organização reconheceu pela primeira vez oficialmente a relação entre o zika e os casos de microcefalia ao mencionar o estudo brasileiro do Instituto Evandro Chagas, que revelou a presença do vírus em um bebê microcéfalo.”Há definitivamente uma conexão”, afirmou à BBC Brasil em entrevista telefônica o especialista da organização, Dr. Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças comunicáveis da Organização Pan-Americana de Saúde.

O documento divulgou mapas comparativos de 2014 e 2015, que corroboram a explosão de casos de microcefalia no Nordeste, onde os casos se multiplicaram 20 vezes.

“Há uma conexão entre as duas coisas, mas causalidade é uma outra história. Não podemos dizer 100% que é só o zika vírus a causa da microcefalia, ela pode ser atribuída a diversas questões. Há uma conexão porque há um evidente aumento nos casos de microcefalia no Brasil ao mesmo tempo em que há um surto de zika no país.”

NOVE PAÍSES – Segundo a OMS, somente neste ano foram confirmados casos de zika em nove países das Américas. Brasil, Chile – na ilha de Páscoa -, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela.

O primeiro caso na Colômbia foi registrado em outubro, no Estado de Bolívar. Desde então já foi constatada a presença do Zika em 26 das 36 unidades territoriais.

Em novembro foram observados os primeiros casos em El Salvador, Guatemala, Mexico, Paraguai, Suriname e Venezuela.

“Quão grande é o problema? Bem, nas Américas nove países confirmaram a circulação do vírus”, destacou o especialista.

Apesar de considerar a situação alarmante, Espinal ressaltou que a dimensão exata da epidemia ainda é uma incógnita: “Não sabemos ainda a real seriedade do risco”, reconheceu.

“Como a doença tem sintomas suaves, muitos casos não são diagnosticados. Pode ser que tenhamos centenas de milhares de casos de zika e o número de casos de microcefalia seja eventualmente baixo”, ponderou.

GRAVIDEZ – O documento da OMS não faz menção ao uso do controle de natalidade como modo de evitar os casos de microcefalia. A organização recomenda no entanto que grávidas evitem o contato com o mosquito transmissor.

O especialista ressaltou ainda que as mulheres não deveriam deixar de engravidar, mas sim fazerem uma escolha consciente. “Eu não daria o conselho de que todas as mulheres devem evitar a gravidez. É uma decisão delas”.

“Há um risco, mas ainda não sabemos. Não sabemos se o risco de o vírus vir a atravessar a placenta é alto ou baixo”.

‘Sexo é para amadores, gravidez é para profissionais’, diz ministro da Saúde

ministro saudeQuestionado sobre os cuidados que devem ser adotados para gravidez em razão do aumento de casos de microcefalia no país, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, sentenciou: “Sexo é para amadores, gravidez é para profissionais.” O ministro ressaltou a necessidade de o casal discutir com o médico a conveniência de uma gestação no momento em que se investiga a possibilidade de o zika vírus provocar no feto a malformação. Se a decisão for engravidar, disse, o ideal é que todos os cuidados sejam adotados, tanto antes quanto durante o período da gestação.

Considerada até então uma doença rara, a microcefalia aumentou de forma nunca vista na história recente. O país contabiliza 399 casos, a maioria identificada nos últimos três meses. Somente em Pernambuco, foram notificados 268 bebês com a malformação, um indicador 29 vezes maior do que a média anual registrada no período de 2010-2014, de 9 casos.

Além de Pernambuco, os nascimentos foram identificados também em Sergipe, Rio Grande do Norte, Paraíba, Piauí, Ceará e Bahia.

Não há ainda como afirmar a causa do problema, mas a maior suspeita é a de que o súbito aumento tenha sido provocado pela infecção por zika vírus da mãe, no período da gestação. Isso porque cerca de 80% das gestantes apresentaram nos primeiros meses febre, coceiras e manchas pelo corpo.

Essa possibilidade foi reforçada na terça-feira, 17, com a divulgação de um teste feito no líquido amniótico de dois fetos, na Paraíba. O resultado, antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo, identificou a presença do zika vírus.

O ministro argumentou que, com não há literatura sobre o assunto, é preciso ter cautela para afirmar de forma categórica que o aumento de casos é fruto da infecção pelo zika, um vírus que chegou ao País este ano, provocou epidemia no Nordeste e já está presente em 14 Estados, incluindo Rio e São Paulo. “Qualquer que seja a hipótese, o cenário é gravíssimo.”

Caso a microcefalia seja de fato provocada pela infecção vertical (mãe-bebê) do zika, Castro afirmou haver risco de haver surtos da malformação em outros Estado do Brasil e em outros países.

Em visita ao Brasil, a diretora da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, afirmou que a entidade está acompanhando de perto a investigação que está em curso no país. “Apesar do achado de ontem (17) ser de grande importância é preciso continuar o trabalho. A ligação entre a microcefalia e o zika ainda não está determinada” disse, referindo-se aos testes de cortão umbilical. A diretora considerou incomum o aumento de casos da doença no país e avaliou que o Brasil está tomando todas as ações necessárias.

Do Uol

Em PE, Huoc suspende cirurgias e entrada de novos pacientes na UTI

huocUma ordem de serviço emitida na última terça-feira (7), à qual a TV Globo teve acesso, revela a crise no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife. O documento, assinado pelo gestor executivo, Bento José Bezerra Neto, e encaminhado aos funcionários, determina, entre outras coisas, o fechamento temporário da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para novos pacientes, a suspensão de cirurgias de médio e alto risco e o internamento de pacientes com infecção grave. Além disso, faltam 21 medicamentos para quimioterapia.

O texto argumenta que as medidas consideram “a atual e grave crise orçamentária/financeira que o hospital atravessa” e visam “assegurar a funcionabilidade” da unidade de saúde. A ordem de serviço número 31/2015 suspende “temporariamente a admissão em UTI de pacientes externos, comunicando ao Sistema de Regulação do Estado de Pernambuco”. Recomenda ainda que as cirurgias de baixo risco sejam priorizadas, em detrimento dos procedimentos de médio e alto risco. O documento também orienta a “evitar o internamento de pacientes com infecção grave conhecida e que demandem antibióticos de última geração”. E arremata que a situação deve ser mantida assim “até que a normalização do abastecimento de drogas e insumos hospitalares permitam a retomada das atividades médicas com segurança terapêutica e sanitária”.

Em entrevista, o  gestor executivo Bento Bezerra afirmou que a UTI está funcionando. “Mas a quantidae de leitos que nós temos só atende a nossa demanda interna. O documento afirma que está apenas bloqueada, e isso foi comunicado à Secretria de Saúde, para a admissão de pacientes de outros hospitais. Essa determinação é temporária, enquanto a gente se  adequa, enquanto chegam os recursos de medicamentos, para que a gente possa atender os pacientes de maior gravidade. A gente espera agora uma absorção desses pacientes pela rede própria do SUS ou conveniada, até que a gente possa recompor os estoques”.

O Hospital Oswaldo Cruz é ligado à Universidade de Pernambuco (UPE) e, só na área de oncologia, oferece quatro programas de residência médica. Está vinculado à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.

Nota encaminhada pela assessoria de imprensa da UPE informa que o reitor Pedro Falcão “exonerou, na tarde desta quinta-feira (09/07/2015), três profissionais que exerciam funções administrativas e  financeiras no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc). E, em reunião, com a Superintendência do Complexo Hospitalar e o pró-reitor Administrativo da UPE, compôs equipe para uma atuação efetiva para levantamento das informações e solução dos problemas. A decisão sinaliza a tentativa da instituição em resolver a crise estabelecida na unidade hospitalar”.

Quimioterapia
A crise vai além. Mais de 500 pacientes com câncer estão com o tratamento de quimioterapia suspenso há meses por falta de medicamentos. Documento afixado dentro da sala de químio, no Centro de Oncologia (Ceon), ao qual a reportagem da TV Globo teve acesso, revela uma lista de 21 remédios com “estoque zerado”. Na mesma unidade, o setor de radioterapia ainda aguarda inauguração, com aparelhos encaixotados desde 2007. Ou seja, das três etapas de tratamento de câncer, uma não funciona e outra está com atendimento reduzido a quase zero.

Na frente da unidade de saúde, pacientes indignados se preparavam para voltar para casa, mais uma vez, sem a medicação de que necessitam para continuar o tratamento. “Não posso ficar sem. Dependo disso para viver. Meu câncer é bastante agressivo”, reclama a secretária Camila Tenório. Na folha de papel ofício colada dentro da sala de quimioterapia, ainda constam seis remédios com “estoque crítico”. No setor, muitas cadeiras vazias, uma imagem que resume o descaso. Entre os medicamentos em falta estão taxol, taxotere e zometa, para tratamento de câncer de mama, além de ondansetrona e dramin, usados para reduzir o enjoo.

Diante da denúncia, a reportagem da TV Globo também telefonou para o Hospital Oswaldo Cruz para perguntar sobre os remédios. Ouviu de funcionários a confirmação de que eles estão em falta e sem previsão de chegada.

“[Isso acontece] Basicamente por falta de receita do hospital. O hospital depende de recursos federais. E esses recursos foram insuficientes para este ano. Anualmente a gente tem sido socorrido, seja pela universidade seja pelo Governo do Estado, com aporte de verbas para a recomposição dos nossos estoques. Então tudo isso está licitado, tem inclusive empenhos prontos para serem assinado, mas faltam recursos financeiros”, pondera Bezerra.

De acordo com ele, o hospital já disponibilizou para a compra de remédios verbas para outras rubricas “Ontem nós assinamos empenho no valor de R$ 167 mil, o que significa o aporte de 50% dos medicamentos que estão faltando na área de oncologia”, diz. Ainda segundo Bezerra, os medicamentes devem chegar no prazo de dez dias, contado a partir do momento em que há a entrega da ordem de serviço ao fornecedor. “Isso começou a ser entregue ontem”, garantiu.

Entre os pacientes, a revolta é sentimento unânime. O atraso, para quem luta contra o tempo, é classificado como inaceitável. Em alguns casos, o estoque não é reposto desde março. Acompanhantes de doentes denunciam que é comum faltar materiais simples, como luvas e seringas. Os próprios médicos e funcionários ameaçam cruzar os braços se a situação não for resolvida.

A funcionária pública Silvana Soares de Souza batalha há dois anos contra um câncer de mama. E clama por uma solução urgente para não minguar a esperança da cura. “Eu ligo diariamente, sempre venho e a resposta é a mesma: não tem previsão. É um sentimento muito doloroso. Fico triste”, lamenta.

Os problemas do Centro de Oncologia vão além. A radioterapia aguarda inauguração há quase uma década. Três equipamentos foram adquiridos em 2007, mas ainda estão dentro das caixas. Existe o risco, pelo tempo sem uso, de eles sequer funcionarem. Operários estavam em uma das salas, mas não deram prazo para o término das obras. A última denúncia da TV Globo foi em outubro do ano passado e, na ocasião, a previsão era iniciar o atendimento em maio deste ano. Uma promessa não cumprida.

“Esses equipamentos fazem parte do projeto da radioterapia, que não existia na rede pública em Pernambuco. Está sendo executado. Eu encontrei o projeto parado há mais de dois anos, e nós conseguimos reativar o projeto. Está sendo concluída a obra física e deverá estar em funcionamento no próximo ano”, calculou o gestor executivo do Huoc, Bento Bezerra.

Mais problemas
O Huoc também sofre com infraestrutura precária e superlotação. No setor de marcação de consultas, um emaranhado de gente reclama que precisa dormir no hospital para garantir vaga. Nas paredes do prédio, é possível ver as infiltrações e o lodo deixados pela chuva. Assim como poças de lama numa unidade de saúde que alaga a cada temporal. O esgoto continua a céu aberto, exalando mau cheiro. No ambulatório, as pessoas esperam no calor porque dois ventiladores estão sem funcionar.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que “tem repassado de forma contínua e crescente recursos para o Huoc. Em 2014 foram destinados para a unidade R$ 45,5 milhões, o que representa R$ 1,1 milhão a mais do que o registrado em 2013, quando foram repassados R$ 44,4 milhões. O recurso pode ser utilizado para o pagamento de procedimentos hospitalares, compra de medicamentos e equipamentos, entre outras ações. Somente em 2015, até o início deste mês, o hospital já recebeu R$ 21,7 milhões. Sendo que, deste total, R$ 1,3 milhão são repasses de incentivo por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF).”

O ministério ressaltou “que o financiamento dos hospitais universitários não tem uma única fonte. Os repasses são feitos pelos ministérios da Saúde e da Educação, sendo complementado por verbas estaduais e municipais”.

Fonte: G1 Pernambuco

Doenças ligadas ao tabaco matam 1 pessoa a cada 6 segundos, diz OMS

cigarro-2013-28-10-size-598 (1)Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta terça-feira (7) aponta que que uma pessoa morre de doenças relacionadas ao tabaco a cada seis segundos, o equivalente a cerca de 6 milhões de pessoas por ano.

No documento “A Epidemia Mundial de Tabaco 2015”, a agência da ONU para a saúde afirma ainda que esse número deve aumentar para mais de 8 milhões de pessoas por ano até 2030 se não forem tomadas medidas fortes para controlar o que a OMS chama de “epidemia do tabaco”.

Segundo a organização, poucos governos fazem pleno uso dos impostos sobre o tabaco para dissuadir as pessoas de fumar ou ajudá-las a reduzir o consumo e parar. A OMS recomenda que pelo menos 75% do preço de um maço de cigarros deve ser de taxas.

Há um bilhão de fumantes em todo o mundo, mas muitos países têm impostos extremamente baixos sobre o tabaco e alguns não impõem nenhuma taxação sequer sobre o produto, segundo a agência.

Impor tributos é método mais barato de conter fumo
“Aumentar os impostos sobre os produtos do tabaco é um dos meios mais eficazes – e de melhor relação custo-benefício – para reduzir o consumo de produtos que matam e, ao mesmo tempo, gerar receitas substanciais”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, no relatório. Ela pediu a todos os governos que examinem as evidências e “adotem uma das melhores opções de política ganha-ganha disponíveis para a saúde”.

O fumo é um dos quatro principais fatores de risco por trás de doenças não transmissíveis – a maioria dos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e pulmonares e diabetes. Em 2012 essas doenças mataram 16 milhões de pessoas com menos de 70 anos, sendo mais de 80 por cento dessas mortes nos países pobres ou de renda média.

Douglas Bettcher, um especialista da OMS sobre a prevenção de doenças não transmissíveis, citou evidências de países como a China e a França, onde a imposição de impostos mais elevados sobre o tabaco levou à redução do consumo e ajudou as pessoas a parar de fumar.

Do G1

Casal de médicos cubanos que trabalhava em Serra Talhada “foge” para Miami

Médica Yandra Alayo Reyes. Foto: Farol de Notícias/Cortesia
Médica Yandra Alayo Reyes. Foto: Farol de Notícias/Cortesia

Em dezembro de 2013, o médico Leonardo Sânchez Ortiz, 43, e sua colega Yandra Alayo Reyes, 32, foram recebidos com festa em Serra Talhada, a 375 km do Recife. Cubanos, eles faziam parte de uma turma de quatro profissionais da ilha escalados para atender no município através do Mais Médicos. Um ano e cinco meses após começarem a atuar na cidade, Leonardo e Yandra, que eram namorados e muito queridos entre pacientes e colegas, surpreenderam a todos.

O casal aproveitou a folga da sexta-feira e pegou uma carona para Petrolina e, em seguida, um voo para São Paulo e outro para Miami, nos Estados Unidos, onde vivem egressos do país comunista. Foram embora sem deixar nenhum tipo de aviso à Secretaria Municipal de Saúde. A coordenação de atenção básica do município só percebeu que eles não voltariam ao trabalho no dia 11.

“Até a segunda-feira ninguém percebeu nada porque eles não estavam trabalhando”, disse a secretária de Saúde Márcia Conrado. O destino só foi conhecido quando Yandra e Leonardo postaram fotos em Miami nos perfis pessoais do Facebook. Na rede social, ambos informam que moram na cidade norte-americana.

A médica, que veio da cidade de Baracoa, na província de Guantánamo, atuava no posto de saúde no bairro de Mutirão. Leonardo, natural de Ciudad Pesquera Manzanillo, em Granma, trabalhava em São Cristóvão. “Sabíamos que eles namoravam, mas não imaginávamos que estavam planejando uma fuga”, afirmou a coordenadora de atenção básica do município, Paula Duarte.

Quando percebeu o sumiço dos médicos, a coordenadora entrou em contato com os supervisores dos cubanos no país, que enviaram um comunicado ao Ministério da Saúde. Yandra e Leonardo foram desligados do programa. “Ainda aguardamos a liberação de dois médicos para substituírem o casal. Tivemos que contratar temporariamente um médico que está atendendo os postos descobertos após a fuga”, informou.

Para formalizar o pedido de desligamento, a coordenadoria precisou visitar a casa onde Yandra e Leonardo moravam. Eles dividiam o imóvel com outro médico cubano. “Fotografamos os quartos deles, que foram esvaziados. Eles só deixaram a cama, outros móveis e o ar-condicionado. Todas as roupas e objetos pessoais foram levados”, relatou Paula. O material foi anexado ao documento de solicitação de desligamento. “Eles eram bastante atenciosos com os pacientes. O médico que dividia a casa com eles também ficou surpreso com a fuga.”

Fonte: Diário de Pernambuco

Vacinação contra gripe começa nesta segunda em Pernambuco

vacinaCerca de 2 milhões de pessoas deverão ser vacinadas contra a gripe em Pernambuco a partir desta segunda-feira (27). A campanha de imunização – que segue até o dia 22 de maio – tem como objetivo proteger o grupo prioritário, que tem mais chance de pegar o vírus da Influenza.

A vacina é responsável por reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e entre 39% e 75% a mortalidade global, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a vacina é eficiente contra três vírus da gripe: o vírus A – Califórnia, o A – Sul da Austrália e o B. Anualmente é realizada uma pesquisa para saber quais os com maior circulação no mundo para incluir na composição da vacina.
Fazem parte do grupo que receberão a vacina crianças de seis meses a menores de cinco anos, mulheres grávidas ou que tiveram filho há menos de 45 dias, idosos (60 anos ou mais), trabalhadores da área de saúde, presos e funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e de condições clínicas especiais (diabéticos, transplantados, obesos, doentes cardíacos, renais e hepáticos, entre outros), além de indígenas.
A vacina poderá ser encontrada em mais de 10 mil pontos, entre unidades de saúde e postos volantes em Pernambuco. No Recife, a população pode se dirigir a todas as Unidades de Saúde da Família (incluindo Upinhas 24h e Dia), Unidades Básicas e Policlínicas da prefeitura da cidade, entre 8h e 17h, de segunda a sexta.
Técnicos de enfermagem da Secretaria de Saúde municipal vacinarão os acamados em casa (10% do público-alvo). A meta da capital pernambucana é vacinar mais de 341 mil pessoas.
No dia 9 de maio, será realizado o Dia D da campanha de vacinação em todo o Estado, quando serão disponibilizados postos volantes em centros comerciais, feiras livres, escolas, etc.

Do Ne10

Casos de dengue aumentam 423% em PE; 26 cidades vivem epidemia

denguePernambuco registrou aumento de 423,91% no número de casos de dengue, segundo balanço divulgado nesta segunda (13) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Do início do ano até 4 de abril, foram contabilizadas 18.431 notificações da doença em 165 municípios contra 3.518 anotadas no mesmo período de 2014. Ainda conforme o órgão, 2.987 casos foram confirmados no intervalo contra 1.247 do ano anterior.

De acordo com a SES, os municípios com o maior número de casos absolutos são: Recife(4.978), Jaboatão dos Guararapes (880),Camaragibe (829) e Goiana (650), totalizando 7.337 (39,81% do total de notificações no estado).

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a análise do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que indica o risco de transmissão da dengue em uma população, aponta risco de surto em 83 municípios pernambucanos. Vinte e seis cidades já estão em situação de epidemia por causa da alta incidência da doença. Outras 74 localidades estão em situação de alerta.

Os 26 municípios epidêmicos em Pernambuco são Recife, São José do Egito, Pedra, Itapetim,Venturosa, Sanharó, Goiana, Condado, Arq. Fernando de Noronha, Iguaraci, Surubim,Itaquitinga, São Bento do Una, Belo Jardim, Calumbi, Betânia, Toritama, Buenos Aires, Iati,Lagoa do Carro, Limoeiro, Manari, Vertentes, Santa Cruz do Capibaribe, Vitória de Santo Antão e Ingazeira.

O LIRAa identifica os locais onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue e os principais tipos de recipientes com água parada, que servem de criadouros. “O índice é considerado satisfatório quando há menos de 1% dos imóveis visitados com larvas do mosquito; alerta quando há larvas de 1% a menos de 3,9% das casas; e risco de surto a partir de 3,9% das residências pesquisadas com a presença de larvas do Aedes aegypti”, diz o comunicado.

O balanço da SES também destaca que foram notificados 24 casos de dengue grave em 2015, com 15 confirmações. “Onze óbitos suspeitos foram notificados, estando os mesmos em investigação. No mesmo período de 2014 houve a notificação de 22 óbitos suspeitos, sendo 18 confirmados”, detalha a nota do governo estadual.

Do G1 Pe

Salgueiro, Arcoverde e Araripina irão ganhar cursos de medicina

custo-do-setor-de-saude-size-598-size-598O governo federal selecionou 22 cidades onde serão criados 22 novos cursos de medicina no Brasil. Em Pernambuco, os municípios de Araripina, Arcoverde e Salgueiro (todos no Sertão do Estado) receberão as novas unidades de ensino do curso.

As prefeituras terão o prazo entre os dias 13 e 24 de abril para confirmar a participação no site do ministério da Educação.

A ampliação do número de cursos de medicina ofertados pelo governo federal faz parte de uma estratégia do Programa Mais Médicos. A abertura de novos centros de formação acontecerá nas localidades onde há defasagem no número de profissionais da área de saúde.

Esta é a segunda seleção de municípios que ofertarão o curso de medicina desde que o Mais Médicos foi criado.

As regras estabelecidas neste edital selecionaram apenas municípios que apresentam uma relação de vagas em curso de medicina por 10 mil habitantes menor que 1,4, além do índice de médicos a cada mil habitantes menor que 2,7.

Os municípios selecionados também devem estar a uma distância de pelo menos 75 Km de outro curso de medicina já existente.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a meta do governo é que se chegue ao número de 600 mil médicos no Brasil até ano de 2026. Atualmente o país conta com cerca de 400 mil médicos.

Ainda de segundo o ministro, os municípios serão chamados a aderir e se comprometer com as condições estabelecidas para a abertura desses cursos.

( Do Ne 10 )

Hospital de Granito pode ser interditado pelo Cremepe

O Hospital Maria Senhorinha de Souza, único da cidade de Granito, no Sertão do Araripe, poderá sofrer uma interdição ética. A medida ainda será discutida na primeira plenária do mês de abril do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Durante fiscalização do órgão, realizada no dia 19 de março, foi verificada que o hospital não detém dos recursos mínimos para garantir assistência à população do município, segundo reportagem do G1 Petrolina.

De acordo com o presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues, outros hospitais do Sertão de Pernambuco foram fiscalizados, mas a situação do Hospital Maria Senhorinha de Souza chamou atenção do Cremepe. “Quando chegamos na unidade, não tinha profissional médico. Estava faltando insumos básicos, não tinha aparelhagem de reanimação básica.  A unidade foi avaliada como ‘ E ‘ pelo conselho”, explica.

Ainda segundo Rodrigues, a situação da unidade é preocupante e a unidade, que hoje é gerida pelo município, necessita de muitas adequações. “O hospital está abandonado e é o único hospital da cidade. Aprovada a interdição, a gente encaminha a decisão ao Ministério Público e damos um prazo de 72 horas para que a população tenha conhecimento, e que o consórcio se organize para que a população seja encaminhada a unidades mais próximas”, destaca.

Segundo o relatório do Cremepe, algumas questões graves foram apontadas: a sala de raio-x, não é completamente blindada. Também foi confirmada a passagem de radiação pela porta e paredes colocando em risco a saúde da população. Também não há material de reanimação. O lixo cortante estava dentro da lavanderia, faltava alguns medicamentos e foi verificado que a unidade realiza o descarte inadequado de resíduos biológicos como placentas.

O Cremepe encaminhou o relatório da fiscalização para que sejam tomadas providências, além de um ofício comunicando a decisão do Conselho para o Ministério Público do Estado de Pernambuco, a secretaria de saúde de Granito e para o Consórcio Intermunicipal do Sertão do Araripe (Cisape). Já outras unidades que também foram fiscalizadas do Sertão do Araripe como hospitais das cidades de Exu, Trindade e Ipubi serão encaminhados ofícios para readequação de alguns serviços.

O G1 entrou em contato com a Secretária de Saúde de Granito, Antônia Daniele Alencar Leite, que informou por telefone que não tinha conhecimento do conteúdo do relatório do Cremepe, mas que faria o envio de uma nota justificando as questões apontadas pelo documento. Contudo, a gestora não encaminhou a comunicação e não foi obtido retorno.

1º Encontro Médico do Sertão do Araripe será realizado em Ouricuri, PE

Entre os dias 19 e 21 de março será realizado o 1º Encontro Médico do Sertão do Araripe no auditório da IX Gerência Regional de Saúde (Geres IX) em Ouricuri. Serão oferecidas palestras gratuitas e realizadas discussões destinadas a classe médica da região. O evento é promovido pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e pelo Conselho Regional de Medicina (Cremepe) .

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas na sede do Simepe Ouricuri localizado na Rua Teobaldo Gomes Torres, 27, no Centro de Ouricuri ou no dia do encontro. De acordo com o vice-presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, o encontro visa expandir as ações do sindicato no interior do estado. “Como não havia essa integração, queremos preencher essa lacuna. Vamos reunir todos os médicos e profissionais de saúde”, destaca.

A abertura será realizada no dia 19 de março, às 20h, com uma palestra Médico Legal com o médico Francisco Atanásio. No dia seguinte, 20 de março, às 20h, acontecerá uma  Assembleia Geral dos Médicos do Sertão do Araripe. “ Vamos conversar com os médicos da região, saber os problemas, as maiores dificuldades e tudo inerente a remuneração e todos os assuntos que envolvem a prática da profissão”, explica Tadeu Calheiros. Entre as pautas de discussão, a campanha salarial, escalas de plantão, desprecarização dos vínculos, representação locais e outros assuntos.

Já no dia 21 de março será promovido, somente para os médicos associados do Semepe, uma atualização em Sepse,  que são. Entre os palestrantes Marcos Galindo e Marçal Paiva.

Custódia, Sertânia e São José do Egito no topo da lista dos casos de dengue

dengueBoletim divulgado nesta segunda-feira (9/3) pela Secretaria de Saúde de Pernambuco(SES) somou até o último dia de fevereiro 4.381 casos suspeitos de dengue no Estado.

O aumento nesses dois primeiros meses do ano é maior que o dobro do mesmo período de 2014. Embora Recife viva uma epidemia, com 1.864 supostos doentes, os municípios com maior incidência são do interior, principalmente do Sertão e Agreste. Pernambuco é o quarto estado nordestino com mais pessoas infectadas.

Na lista dos que têm mais doentes por 100 mil habitante, entre 4 de janeiro e 28 de fevereiro, estão Custódia (328,84) e Inajá (316,65), com alta incidência; Ibimirim (271,10), Sertânia (227,23), Pedra (203,62), Chã de Alegria (198,40), Surubim (153,53), São José do Egito (141,62), Frei Miguelinho (119,71) e Goiana (116,24), com média incidência, informa a SES.

Até o dia 28/02 foram confirmados 609 doentes no Estado, distribuídos em 123 municípios. “Representa um aumento de 147,79% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram notificados 1.768 casos, confirmando 540 desses”, diz a secretaria. Em números absolutos, Recife permanece liderando, seguido por Jaboatão dos Guararapes (295), Camaragibe (174) e Petrolina (171).

Onze casos de dengue grave, com oito confirmações também foram registrados, contra 12 comprovações do mesmo período de 2014. Cinco mortes suspeitas estão em investigação.

Salgueiro abre processo seletivo para a Secretaria de Saúde

custo-do-setor-de-saude-size-598-size-598Começam a partir do dia 7 de março as inscrições para o processo seletivo para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva para agente comunitário e agente de saúde ambiental e combate à endemias da Secretaria de Saúde de Salgueiro, no Sertão pernambucano. Das vagas disponibilizadas, são oferecidas 11 com jornada de trabalho de 40 horas por semana.

O salário é de R$ 1.014 mil mais insalubridade de 15%. As inscrições acontecem exclusivamente pela internet até o dia 9 de abril. A taxa para se inscrever é de R$ 30. A seleção acontecerá em duas etapas. Na primeira, o candidato fará uma prova objetiva que tem caráter eliminatório. A segunda é uma avaliação de desempenho com Curso Introdutório.

A prova objetiva que terá ao todo 30 questões de Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos, está marcada para acontecer no dia 17 de maio. O curso introdutório acontece entre os dias 15 e 19 de junho. O resultado final será divulgado dia 10 de junho. Outras informações pelo edital.

Programa Mais Médicos começa a inscrever hoje profissional com CRM brasileiro

info_mais_medicosO Diário Oficial da União publicou hoje (16) edital abrindo inscrições para médicos com CRM brasileiro e municípios que queriam participar do Mais Médicos. Desta vez, 1,5 mil municípios poderão solicitar profissionais. Destes, 424 nunca receberam médicos do programa.

Municípios e médicos com registro nos conselhos regionais de Medicina (CRM) brasileiros terão até os dias 28 e 29 deste mês, respectivamente, para confirmar participação e formalizar a inscrição no sistema do programa.

A vulnerabilidade econômica e social se mantiveram como critérios básicos para que os municípios participem do Mais Médicos. Terão prioridade cidades com 20% da população em situação de extrema pobreza, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) baixo e muito baixo e localizadas no Semiárido, nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira, além das periferias de capitais e regiões metropolitanas.

Os médicos com CRM brasileiro poderão indicar quatro municípios de preferência para atuar. Os que não ficarem em nenhum dos municípios indicados terão mais duas oportunidades para escolher vagas remanescentes.

Nesta edição do programa, os profissionais brasileiros poderão optar pelo Mais Médicos, com duração de três anos e cujos benefícios são ajuda de custo e auxílios-alimentação e moradia, ou pelo Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que dura um ano e que dá um bônus de 10% nas provas de residência do país.

Os médicos do Provab que quiserem aderir, após um ano, ao Mais Médicos para permanecer mais dois anos no local terão essa opção e aí poderão receber os auxílios. Nos dois casos, a bolsa é R$ 10 mil.

Caso os candidatos brasileiros não preencham todas as vagas, o edital será ampliado para brasileiros formados no exterior e, na sequência, aos estrangeiros. Os médicos brasileiros formados no exterior poderão fazer inscrições entre 10 e 20 de abril.

Os estrangeiros poderão se inscrever entre 5 e 15 de maio. Os profissionais formados no exterior passarão por ambientação e começarão a trabalhar no dia 7 de julho.

Maioria dos casos de câncer acontece por ‘má sorte’

cancer-genetica-dna-mutacao-size-598Diferentemente do que se imaginava, a maioria dos tipos de câncer é desencadeada por “má sorte”, e não por fatores hereditários ou relacionados ao estilo de vida do paciente, segundo pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Em um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science, esses especialistas concluíram que dois terços dos cânceres ocorrem devido a mutações aleatórias que acontecem no processo de divisão celular, o qual permite que o corpo humano substitua as células que morrem nos diferentes órgãos.

“Esse trabalho mostra que o risco de uma pessoa ter câncer pode aumentar caso ela seja fumante ou tenha maus hábitos. Porém, numerosas formas da doença se devem principalmente ao azar e a mutações em um gene que desencadeiam um tumor maligno, mas que nada não têm relação com fatores hereditários ou hábitos de vida”, diz Bert Vogelstein, professor de oncologia da Universidade Johns Hopkins e coordenador do estudo.

Tipos — Os cientistas se basearam um modelo de estatística que leva em consideração 31 tipos de câncer, mas que exclui os cânceres de mama e de próstata, alguns dos mais prevalentes na população. Ou seja, a conclusão da pesquisa não vale para esses dois tipos de tumor. Das 31 formas da doença estudadas, 22 parecem ser provocadas por mutações aleatórias, incluindo o câncer no cérebro, nos ossos, de pâncreas, de ovário, de testículos e leucemia.

Especialistas já sabem que o câncer pode aparecer quando as células-tronco cometem erros ou mutações na hora de se dividirem. No entanto, essa é a primeira vez em que uma pesquisa tenta compreender a proporção de casos de câncer gerados por esse processo em relação aos que surgem devido à genética ou a hábitos de risco.

“Mudar nossos hábitos de vida será muito útil para evitar alguns tipos da câncer, mas não terá nenhuma eficácia em outros”, afirma Cristian Tomasetti, biomatemático, professor de oncologia na Universidade Johns Hopkins e um dos autores da pesquisa. “Deveríamos destinar mais recursos a detectar estes tipos de câncer aleatórios em seu estágio inicial, quando ainda é curável.”

Fonte: Veja