Polícias Civil e Militar realizam operação em Serra Talhada

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) realizaram mais uma etapa da Operação Força no Foco, que teve por objetivo intensificar as atividades policiais de repressão e cumprimento de mandados policiais no município de Serra Talhada, Agreste do estado. A ação é uma medida de combate à onda crescente de homicídios em Pernambuco e aconteceu na terça-feira (18) e quarta-feira (19),.

Segundo informações da PCPE e da PMPE, foram cumpridos três mandados de prisão, 19 de busca e apreensão domiciliar, além da realização de quatro prisões em flagrante delito. As polícias fizeram abordagens em todos os bairros de Serra Talhada e realizaram diligências focadas nos homicídios ocorridos entre os meses de janeiro e março de 2017.

O município de Serra Talhada registra até o momento 14 assassinatos, sendo um deles um duplo homicídio. A operação também realizou apreensões de droga, prisões em flagrante por tráfico de entorpecente e posse ilegal de arma de fogo, e colheu mais de 30 depoimentos. O modelo de trabalho foi similar ao de outra ação, entre os dias 11 e 12 de abril, no município de Araripina.

Homicídios
Pernambuco registrou mais de 1.500 assassinatos neste primeiro trimestre. Só em março foram 548. Segundo estimativas, se a média continuar, o estado pode terminar 2017 com mais de 6 mil assassinatos registrados, batendo o recorde de 4.634, do ano de 2006.

Do JC Online

Polícia erradica maconha irrigada com água da Compesa

Imagem Ilustrativa

Em ação conjunta com funcionários da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), policiais militares do 8° BPM desencadearam nesta terça-feira (18) uma operação para averiguar furto de água na Serra de Umãs, na zona rural de Salgueiro.

Ao chegarem ao local, os policiais e os funcionários da Compesa seguiram uma trilha e encontraram uma moto sem placa. Continuaram na trilha e viram uma tubulação com desvio de água.

As equipes seguiram os canos e verificaram que o desvio estava irrigando uma plantação de maconha. Mais adiante, seguindo outra trilha, encontraram mais uma plantação e 6 kg de maconha pronta para o consumo.

Ao todo foram encontrados 5.120 pés de maconha. Todos foram cortados e queimados no local. A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar a propriedade das roças.

Via Alvinho Patriota

Prefeitura vai lançar operação para retirar vendedores ambulantes das calçadas de Serra Talhada

A Prefeitura de Serra Talhada vai dar o pontapé para disciplinar o comércio ambulante no centro da cidade. Na próxima segunda-feira (24), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, sob o comando de Marcos Oliveira, vai iniciar uma blitz educativa e cadastro dos ambulantes,

“Está ocorrendo uma feira paralela onde há um local reservado para isso. Vamos iniciar, primeiro, uma abordagem educativa, juntamente com a Receita Municipal e a Guarda Municipal. As pessoas serão notificadas num primeiro momento”, explicou Oliveira.

De acordo com o secretário, há uma urgência para que isso aconteça, uma vez que muitas calçadas encontram-se obstruídas. “Veja, há feirantes que têm banca na feira e na calçada. É necessário organizar tudo isso”, reforçou o secretário.

PM suspeito de matar jovem de 17 anos foi preso em Salgueiro

Foi preso nesta terça-feira (18), o policial militar da Bahia, de 23 anos, suspeito de assassinar Katarine Ferreira, de 17 anos, durante uma confraternização no dia 1º de Abril em Parnamirim, no Sertão de Pernambuco.

Ele estava foragido e se apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Salgueiro. O suspeito passou por interrogatório e teve voz de prisão em virtude do mandato que já havia sido expedito pelo juiz da cidade.

Segundo o delegado de Polícia Civil de Salgueiro, Alex Sá, o policial alegou que o disparo foi acidental. “Ele estaria dançando com a menina, e, que durante essa dança, a menina teria batido na arma dele duas ou três vezes, e, ele acreditando que essa arma poderia disparar de forma acidental, teria pego nessa arma para travá-la. E durante esse manuseio, teria ocorrido o disparo acidental”, relata.

Ainda segundo o delegado, o militar afirma que durante a noite inteira só teria bebido uma dose e parte de uma outra dose de uísque.

O Policial militar foi encaminhado para a unidade reeducadora do Estado da Bahia em Salvador e se for condenado, pode pegar uma pena entre 12 e 30 anos pelo crime de homicídio qualificado.

O Crime
katarine ferreira, de 17 anos, foi assassinada às 4h30, do último sábado (1º), na Rua Luiz Gonzaga do Nascimento, no bairro Cohab. De acordo com familiares, ela saiu de uma festa e seguiu com amigos para se confraternizar, até que uma amiga teria sido assediada pelo policial e adolescente agiu em defesa. Sem aceitar a rejeição, o policial teria puxado a arma e disparado o tiro que tirou a vida de Katerine.

Do G1 Pernambuco

Coca-Cola indenizará trabalhador assaltado em reunião feita na rua

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu do recurso da Rio de Janeiro Refrescos Ltda. (Coca-Cola) contra decisão que a condenou a pagar R$ 15 mil a um representante assaltado quando ia a uma reunião em Vitória (ES), em local conhecido por assaltos, prostituição e consumo de crack. Para a Turma, a empresa foi negligente ao não adotar medidas para resguardar a segurança do empregado.

O representante disse que as reuniões eram realizadas de manhã cedo, por volta das 7h, nos arredores do Parque Moscoso, deserto naquele horário e, segundo ele, “famoso pelos assaltos”. Para ele, o fato de os empregados da Coca-Cola se reunirem ali com frequência, uniformizados, atraía os assaltantes, tanto que foram registradas outras ocorrências semelhantes, em que os trabalhadores ficaram na mira de armas e tiveram seus pertences roubados.

O juízo de primeiro grau julgou improcedente o pedido de indenização, entendendo que a empresa não contribuiu para o evento danoso. Mas para o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES), mesmo sendo o Estado o responsável pela segurança pública, a conduta patronal foi no mínimo negligente ao realizar reuniões que expunham os empregados a risco.

A condenação se manteve no TST. Segundo o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, independentemente de a empresa ter culpa ou não no assalto, não cabe ao trabalhador assumir o risco do negócio, até por que o assalto ocorreu quando estava a serviço do empregador, que não adotou medidas para resguardar sua segurança. “Presentes o dano moral, no caso sofrimento emocional do trabalhador, o nexo de causalidade e a culpa da empresa, surge a obrigação de indenizar”, concluiu Belmonte.

Justiça do Trabalho se mobiliza em todo o país para estimular acordos entre patrões e empregados

A solução de conflitos ou problemas não precisa, necessariamente, passar por uma sentença judicial. Empresas e trabalhadores podem optar pela mediação e a conciliação, formas rápidas e eficazes para resolver embates por meio de acordo. Neste sentido, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) promove de 22 a 26 de maio, a 3ª edição da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista, esforço concentrado dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho para solucionar o maior número de processos pela via da conciliação.

Com o slogan “Para que esperar, se você pode conciliar”, as peças da campanha ressaltam a ideia de que uma ação trabalhista tradicional percorre várias etapas, e a tramitação do processo pela via judicial pode levar certo tempo. Já a conciliação é uma alternativa para empresas e trabalhadores quem querem concluir o processo de forma rápida e eficaz.

Inscrições

Empresas e trabalhadores que têm ação na Justiça e que estão dispostos a tentar um acordo devem procurar as Varas do Trabalho e Tribunais Regionais do Trabalho, dependendo de onde a ação está tramitando. Qualquer empresa pode optar pela conciliação, independentemente do porte ou do número de processos existentes. Para isso, basta procurar o Tribunal Regional do Trabalho no qual o processo tramita, os Núcleos de Conciliação da Justiça do Trabalho.

O TST, especificamente, já encerrou o prazo inscrições, e recebeu listas com mais de 2.500 processos que serão alvo de propostas de acordo. Entre as empresas que apresentaram as listas estão Caixa Econômica Federal, Santander, Itaú Unibanco, Gol Linhas Aéreas, Claro, BRF Brasil, Contax, entre outras. O montante equivale ao que um gabinete julga por mês no Tribunal Superior do Trabalho.

Mutirões

Após o período de inscrições, as Varas do Trabalho e os TRTs devem se organizar para realizar audiências de conciliação simultâneas em todo país, num esforço concentrado durante a semana, para promover uma agenda de audiências e garantir o maior número de acordos possíveis entre empresas e empregados.

A abertura da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista será sediada em Campinas (SP) no dia 22 de maio e o encerramento em Porto Alegre (RS), no dia 26, com anúncio dos resultados parciais.

A conciliação na Justiça do Trabalho

A mediação e a conciliação são formas natas da Justiça do Trabalho e reconhecidas como um meio rápido e eficaz para resolver embates por meio de acordo entre as partes.

Desde 2015, a Justiça do Trabalho, por meio da Comissão Nacional de Promoção à Conciliação, promove campanhas como a Semana Nacional de Conciliação Trabalhista com o intuito de conscientizar e estimular empresas e trabalhadores a optarem pelo diálogo ao invés de uma ação judicial – o objetivo é que patrões e empregados firmem acordos e solucionem seus litígios trabalhistas, reduzindo o número de processos que tramitam nos tribunais e varas.

Além disso, em 2016, a Justiça do Trabalho renovou o compromisso de aumentar o número de casos solucionados por meio da conciliação, em relação aos períodos anteriores. A meta procura impulsionar a desjudicialização de conflitos.

A edição anterior do evento, em 2016, realizou 68.374 audiências e atendeu 160.931 pessoas. Foram homologados 26.840 acordos, arrecadando mais de 620 milhões de reais que foram convertidos aos trabalhadores.

STF define que Sport é o único campeão brasileiro de 1987; Flamengo perde ação

Arquivo

Após 30 anos de disputa na Justiça, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (18) que o Sport Club do Recife deve ser considerado o único campeão brasileiro de 1987 . Por 3 votos a 1, a Primeira Turma da Corte negou recurso protocolado pelos advogados do Flamengo, clube que questionava o título.

O processo começou a tramitar em 1987, após o Flamengo pedir para ser considerado oficialmente campeão brasileiro daquele ano, juntamente com o Sport.

Seguindo voto do relator, e torcedor do Flamengo, ministro Marco Aurélio, a maioria dos membros da Primeira Turma entendeu que a primeira decisão proferida pela Justiça de Pernambuco, que deu o título ao Sport, transitou em julgado e não pode ser modificada.

O título do Campeonato Brasileiro de 1987 sairia de um quadrangular entre os campeões do módulo verde e do módulo amarelo. Vencedor do módulo verde, o Flamengo se recusou a jogar contra o Sport, primeiro colocado do módulo amarelo. Com isso, o time recifense foi declarado campeão pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pela campanha no torneio.

Supremo deve criar grupo de trabalho para acelerar inquéritos da Lava Jato

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá criar um grupo de trabalho para acelerar a tramitação das investigações da Operação Lava Jato. A medida foi decidida hoje (17) após um encontro do ministro Edson Fachin, relator da operação, com a presidente da Corte, Cármen Lúcia.

Ainda não foram divulgadas informações sobre quem participará do grupo, quais medidas serão tomadas e como será a atuação para acelerar a tramitação dos processos, que dependem da investigação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) para serem julgados no Supremo.

Cerca de 109 pessoas passaram a ser investigados no STF após a abertura de investigação contra citados por ex-diretores da empreiteira Odebrecht.

Os processos criminais podem levar pelo menos cinco anos e meio para serem concluídos. O tempo é estimado pela FGV Direito Rio para que um processo criminal envolvendo autoridades com foro privilegiado seja finalizado.

Reforma terá idade mínima de 62 anos para mulher se aposentar

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (18) que o projeto de reforma da Previdência trará uma diferenciação na idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres. “Não há definição ainda, na medida em que o relatório será apresentado amanhã [19], mas a visão do relator é algo que se situa ao redor de 62 anos [para as mulheres; 65 anos para os homens].”

A mudança vai constar do substitutivo elaborado pelo relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), ao texto original enviado pelo governo. Pela proposta original do Executivo, as mulheres teriam acesso ao benefício da aposentadoria a partir dos 65 anos, mesma idade dos homens. A equiparação gerou reação de vários setores e motivou intensa negociação entre o governo e os parlamentares. O parecer deve ser lido amanhã (19) na comissão especial da Câmara que debate o tema.

Meirelles esteve reunido hoje, no Palácio da Alvorada, com o presidente Michel Temer, outros ministros e deputados da base aliada do governo. Segundo Meirelles, as mudanças que estão sendo negociadas com o Congresso são necessárias para viabilizar a aprovação de um projeto que assegure a eficiência e eficácia fiscal da reforma. Ele disse ainda que todas as mudanças já estão precificadas, e o governo espera que a reforma se aproxime 80% da proposta original.

“É um reforma que está dentro dos parâmetros que nós definimos como importantes para que o equilíbrio fiscal do país seja restabelecido. Portanto, a negociação é da maior relevância”, acrescentou o ministro.

Processo de discussão

De acordo com o ministro da Fazenda, o projeto está sendo negociado para atender também as demandas dos senadores, e a expectativa é que não haja grandes modificações no texto durante a tramitação no Senado. “O relatório não está pronto. Hoje é uma parte importante do processo de discussão.”

Após o café da manhã hoje no Palácio da Alvorada, o deputado Paulo Pereira da Silva(SD-SP), o Paulinho da Força, criticou a idade mínima para aposentadoria e defendeu o prosseguimento das negociações em torno desse ponto. Paulinho disse que, em relação à aposentadoria, a cada dois anos, aumentam-se 11 meses para as mulheres e dois anos para os homens, até chegar a 62 anos para as mulheres e 65 anos para os homens. “O governo tem que continuar negociando para melhorar essa fórmula. Considero que 62 anos para mulheres é muito alto ainda e 65 para homens, inaceitável.”

O ministro da Secretaria-Geral de Governo, Antonio Imbassahy, ressaltou que, com as alterações acordadas entre o governo e o relator, aumentou a disposição dos parlamentares para aprovar a reforma. “Pelo que a gente pode perceber, o ambiente modificou-se bastante: há realmente uma expectativa favorável para a aprovação da reforma da Previdência”, disse Imbassahy.

Parecer do relator

A diferenciação na idade mínima entre homens e mulheres também foi incluída pelo relator nas regras de transição. Segundo o relatório preliminar, não há corte de idade para entrar na transição e, neste período, o limite de idade para se aposentar é de 53 anos para a mulher e 55 para o homem.

O chamado pedágio sobre o tempo de contribuição durante a transição seria de 30% e não 50%, como proposto inicialmente. Maia reduziu também de 49 para 40 anos o tempo máximo de contribuição para o trabalhador receber o benefício integral da aposentadoria.

Se o trabalhador exerce atividade considerada de risco, o tempo total pode ser reduzido para 35 anos.

Para os trabalhadores rurais, a idade mínima para se aposentar foi alterada de 65 para 60 anos, com 20 anos de contribuição, em vez de 25 como proposto originalmente pelo governo. A alíquota de contribuição do trabalhador rural também deverá ser reduzida, não podendo exceder 5%, como é feito com o trabalhador urbano de baixa renda.

Segundo a proposta do relator, professores e policiais poderão se aposentar aos 60 anos, com 25 anos de contribuição e 20 anos de exercício de atividade de risco. O relator manteve a proposta de inclusão dos parlamentares no regime geral da Previdência, com previsão de aposentadoria a partir dos 60 anos.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a pensão permanecem vinculados ao salário mínimo. No caso das pensões, o relator prevê o acúmulo de aposentadoria e pensão de até dois salários mínimos e, para os demais casos, mantém a possibilidade de opção pelo benefício de maior valor.

A leitura do relatório completo está prevista para amanhã (19) na comissão especial da reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados.

 

Celpe lança aplicativo e clientes podem solicitar serviços pelo celular

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) lançou, oficialmente, nesta segunda-feira (17), um aplicativo gratuito para smartphones (disponível para os sistemas Androide, IOS e Windows Phone). A partir de agora, os usuários de celular podem comunicar interrupções no fornecimento de energia e acessar outros serviços oferecidos pela concessionária.

A ferramenta está disponível para os mais de 3,6 milhão de clientes da distribuidora de energia. Além da comunicação de eventual falta de energia, o cliente pode utilizar o aplicativo para solicitar a segunda via da conta, religação de energia e consultar o histórico de consumo e de faturas em aberto. A nova ferramenta foi concebida com a finalidade de ampliar a qualidade no atendimento aos clientes da Celpe.

Para acessar e baixar o novo aplicativo, o consumidor deve entrar nas lojas de compras disponíveis nos smartphones, buscar “Celpe” e instalar gratuitamente. É preciso realizar um cadastro com número do CPF ou CNPJ, da Conta Contrato e telefone de contato. Os dados cadastrais do cliente irão facilitar a localização da ocorrência, agilizando o tempo de atendimento.

Além do novo aplicativo, a Celpe disponibiliza diversos canais de relacionamento. Os clientes da empresa contam com atendimento presencial em todos os 184 municípios pernambucanos e na Ilha de Fernando de Noronha. As lojas e os pontos Celpe Serviços funcionam de segunda-feira a quinta-feira, das 8h às 16h30, e nas sextas-feiras, das 8h às 16h. Serviços comerciais e operacionais também podem ser acessados por meio da Agência Virtual (no site www.celpe.com.br) e do teleatendimento gratuito 116.

Fernando Bezerra é citado por seis delatores da Odebrecht

Fernando Bezerra Coelho

O senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB de Pernambuco, também está na lista de investigados. Foi citado por seis delatores da empreiteira.

Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma. Ele é alvo de dois inquéritos para investigar crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral, o caixa dois.

O delator João Pacífico disse que, em 2013, recebeu do então ministro um pedido de propina na obra do canal do sertão, em Alagoas. O dinheiro seria usado na campanha para o Senado, no ano seguinte. Fernando Bezerra Coelho teria recebido um R$ 1,050 milhão. Num outro inquérito, o mesmo delator afirmou que a Odebrecht pagou uma outra quantia ao ex-ministro. E que o repasse era pagamento de propina.

“Consta repasse de recurso via caixa dois para esta pessoa. Como também no próprio sistema, consta que para a eleição de 2010 tem R$ 200 mil que estão aqui para Fernando Bezerra. Duzentos mil reais caixa dois com codinome ‘Charada’. ‘Novilho’ ou ‘Charada’, porque ele tinha dois apelidos”, relata João Pacífico.

A assessoria do senador declarou que ele não participou nem da licitação nem da contratação da obra do canal do sertão alagoano, ambas ocorridas em 2009, dois anos antes de Fernando Bezerra Coelho assumir o ministério. Também segundo a assessoria, todas as contas da campanha ao Senado foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Fonte: Jornal Nacional

Idade mínima da aposentadoria deve subir a cada dois anos a partir de 2020

As idades mínimas da nova aposentadoria, previstas para partir dos 50 anos (mulher) e 55 anos (homem), começarão a subir em 2020, segundo mudanças acordadas entre o governo e o relator da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Para quem é vinculado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e vai se aposentar por tempo de contribuição, o piso etário chegará a 65 anos em 2038, de acordo com a versão do relatório fechada nos últimos dias.

Nesse modelo, a ideia é criar uma trava para evitar que o trabalhador fique perseguindo a idade mínima sem conseguir se aposentar, já que ela subirá, a cada 2 anos, 1 ano para homens e 1 ano e 6 meses para mulheres.

Reforma da Previdência
As mudanças propostas na aposentadoria
Depois, o trabalhador deve calcular quando completará o requisito do pedágio e observar a idade mínima exigida para aquele ano.

Uma mulher que termina de cumprir o pedágio em 2022, por exemplo, poderá se aposentar com 53 anos -mesmo que ela só complete essa idade anos depois.

Todas as mudanças dependem de aprovação do Congresso. Na terça (18), o relator apresentará o parecer à comissão especial da Câmara. A ideia é votá-lo na semana que vem e fazer a votação em primeiro turno no plenário da Câmara na primeira quinze de maio.

Para evitar mudanças no Senado, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), foi escalado por Temer para tentar blindar a ofensiva do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), sobre a base aliada.

A ideia é que, aprovado o texto na Câmara em maio, o presidente promova em junho um jantar com a base aliada em no Senado para fazer um apelo pela manutenção da proposta aprovada.

SERVIDOR

Outra mudança prevista, segundo a Folha apurou, afeta os servidores públicos federais que ingressaram antes de 2003. Eles têm direito a paridade e integralidade -ou seja, se aposentam com um valor igual ao último salário e recebem o mesmo reajuste de quem está na ativa.

A ideia é incluir no relatório que quem quiser manter esse direito deverá cumprir a nova regra de aposentadoria e ir direto para a idade mínima de 65 anos, sem transição.

O texto do governo permitia a esses servidores a integralidade e a paridade.

A proposta inicial enviada pelo presidente Michel Temer previa transição, com pedágio de 50%, para homens a partir de 50 anos e mulheres a partir de 45. O modelo foi considerado duro pelos parlamentares e será alterado.

Assista ao vídeo

Já o tempo de contribuição para o benefício integral foi reduzido de 49 para 40 anos.

Para isso, porém, diminui-se o valor de partida: quem tiver 65 anos e 25 anos de contribuição terá direito a 70% da média salarial, e não 76%, como previa o texto original.

O percentual de 70% subirá 1,5 ponto percentual de 25 a 30 anos de contribuição; 2 pontos dos 30 aos 35 anos; e 2,5 pontos dos 35 aos 40.

Outra mudança que reduz o valor do benefício é que esse novo percentual deve incidir sobre a média de todas as contribuições do trabalhador, em vez de ser calculado em cima das 80% maiores contribuições, como é hoje.

As regras que serão previstas no relatório vão variar porque hoje há muitas situações distintas. Para policiais, por exemplo, que hoje não têm idade mínima, a ideia é chegar aos 60 anos em 2038. Para categorias que hoje têm idade mínima, a idade subirá um ano a cada dois anos.

Da Folha de S. Paulo

Em março, mais de 17 pessoas foram assassinadas por dia, em média, em Pernambuco

O mês de março de 2017 teve mais de 17 pessoas assassinadas por dia em Pernambuco. A média foi de 17,6 homicídios. Ao todo, segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), divulgados no site, foram registrados 548 crimes violentos letais intencionais (CVLI) no período de 31 dias.

No primeiro trimestre deste ano, foram registrados 1.522 assassinatos no estado. Isso significa um terço do total de homicídios notificados em todo o ano de 2016. O número da violência do terceiro mês de 2017 é 38% maior do que o de março do ano passado, quando foram contabilizadas 395 mortes.

Em 2016, em todo o estado, foram registrados 983 homicídios nos primeiros três meses, com 4.479 durante todo o ano. Esses números foram 15% maiores do que os registrados em 2015, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social.

Este ano, o interior do estado foi a região em que houve o maior número de homicídios, com 828 mortes durante os primeiros três meses. Logo em seguida, vem a Região Metropolitana do Recife, com 454 e, sozinha, a capital foi palco de 240 assassinatos.
Entre janeiro e março deste ano, o ranking dos municípios onde houve o maior número de homicídios também aponta nas primeiras posições Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, com 113 crimes. Caruaru, no Agreste, notificou 70 assassinatos.

Mais violência

Nos casos de Crimes Violentos Contra o Patrimônio, o índice atingiu 10.321 casos durante o terceiro mês do ano, totalizando 31.570 ocorrências desde janeiro.
Houve também um aumento no número de estupros, que subiu dos 155 contabilizados em fevereiro para 165, em março. O número chegou a 497 ocorrências durante os três meses do ano.
A quantidade de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher chegou a 8.065, no mesmo período.

Segundo o chefe da Polícia Civil em Pernambuco, Joselito Amaral, o combate a homicídios em Pernambuco vai ter como foco prender integrantes de grupos de extermínio e milícias. Em entrevista ao Bom Dia PE, Amaral apontou que dois grupos de extermínio rivais já foram identificados, sendo um comandado por um policial militar e outro por um ex-policial.

Do G1

Deputados se reúnem com Temer e dizem: delações não afetam votação de reformas

Brasília – O presidente Michel Temer recebe no Palácio da Alvorada, ministros e líderes dos partidos da bancada governista no Congresso Nacional para reunião sobre reforma da Previdência (Marcos Corrêa/PR)

O presidente Michel Temer coordenou hoje (16), no Palácio da Alvorada, uma reunião com integrantes do governo e da base aliada na Câmara dos Deputados para tratar da tramitação da reforma da Previdência (Proposta de Emenda à Constituição – PEC 287/2016).

Participaram da reunião, que durou cerca de três horas, o ministro da Fazenda, Henrique Meireles; o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, além do relator da reforma da Previdência, deputado Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), e o presidente da comissão Carlos Marun (PMDB-MS).

Carlos Marun confirmou que Arthur Maia deve apresentar o relatório final da reforma na próxima terça-feira (18). Segundo Marun, após a apresentação do relatório, um pedido de vista coletivo deve ser feito e a votação na comissão deve ficar para a próxima semana. Marun também disse que a abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra deputados citados nas delações da empreiteira Odebrecht não vai afetar os trabalhos. Para o deputado, a abertura de investigação contra o relator não causa constrangimento no colegiado.

Arthur Maia é acusado de não ter declarado R$ 200 mil recebidos da empresa para sua campanha eleitoral. Após a abertura da investigação, o deputado disse que as doações foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral da Bahia. “Eu não tenho a mínima preocupação em relação a esta lista vir a interferir na votação. Não vou minimizar a questão. Isso, até ao contrário, traz uma exigência ainda maior de que nós cumpramos com o nosso dever, que é votar”, disse Marun.

O deputado também garantiu que a reforma deve ser aprovada no plenário por um “placar elástico” de, pelo menos, 350 votos. A votação deve ocorrer na primeira semana de maio.

Relatório

A expectativa é que o texto final do relator modifique cinco pontos polêmicos da reforma, conforme autorizado por Temer na última semana.

São eles: regra de transição para quem está na ativa, aposentadoria do trabalhador rural, aposentadoria especial para professores e policiais, pensão por morte e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a deficientes físicos e idosos sem condições de sustento. Os temas são citados recorrentemente nas 130 emendas apresentadas por parlamentares ao texto.

Para ser promulgada e entrar em vigor, a PEC ainda precisa ser votada no plenário da Câmara e do Senado.

Violência explode, e PE regride uma década com 16 assassinatos por dia

Quem vive em Pernambuco tem a sensação de que o Estado voltou dez anos no tempo quando o assunto é violência. Esse sentimento é confirmado pelos números.

Nos meses de janeiro e fevereiro, foram registrados 974 homicídios -quase 17 por dia. Isso representa um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016. O Estado de São Paulo, com população quatro vezes maior, contabilizou 622 assassinatos nesses meses.

O índice alto acendeu um sinal amarelo nas autoridades pernambucanas, que estão recontratando até policiais aposentados para tentar investigar os crimes.

Recife também sofre com assaltos a ônibus. Levantamento do sindicato dos motoristas e do “Jornal do Commércio” aponta mais de mil roubos neste ano -o governo Paulo Câmara (PSB) contesta e diz que não passam de 500.

De fato, Pernambuco vive um retrocesso: desde 2007 não se registram tantos assassinatos. Naquele ano, o primeiro de Eduardo Campos (PSB) como governador, o Estado implantou um programa de redução de mortes que foi premiado: Pacto Pela Vida.

O projeto tinha como meta reduzir os homicídios em 12% ao ano. Para isso, apostava na integração das polícias para melhorar a investigação, bônus a policiais que resolvessem mais crimes e participação popular na criação de políticas públicas de prevenção e combate à criminalidade.

Em 2007, foi criada a primeira delegacia especializada na resolução de homicídios. O Estado foi dividido em 26 áreas, e os responsáveis eram cobrados em reuniões semanais com o governador.

Nos anos seguintes, as mortes violentas caíram. Em 2013, Pernambuco teve 3.100 assassinatos, o menor número desde que começou a contabilizar esses crimes.

“Havia grupos de extermínio responsáveis por grande parte dos homicídios”, diz José Luiz Ratton, professor de sociologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos idealizadores do Pacto Pela Vida. “Quando você investiga e prende esse pessoal, você manda um recado às ruas de que matar não está compensando mais.”

Ratton foi assessor de Eduardo Campos na área de segurança pública até 2012. Na avaliação dele, o Pacto perdeu força por não conseguir manter a integração das polícias, melhorar o precário sistema prisional nem fomentar projetos de prevenção duradouros. Muitos dos avanços, como os bônus para policiais, não têm força de lei.

EXTERMÍNIO

Autoridades e pesquisadores pernambucanos dizem acreditar que a maioria das mortes tem relação com o tráfico, mas não há notícia da atuação significativa de grandes facções criminosas.

Existem, porém, guerras pelo domínio de pequenos territórios. Quando há um assassinato em um grupo, liga-se um sistema de vingança que parece não ter fim.

Um morador da Várzea, periferia do Recife, explica o motivo dos sete assassinatos nos últimos dois meses no bairro: “Aqui tem dois grupos [de traficantes]. É uma diferença de duas ruas entre um e outro. Um cabra chamado ‘Cabelo’ falou que mataria todos que entrassem no ponto dele para vender. Matou um, matou dois. Aí foram lá e revidaram. Já são sete mortos”.

O tráfico também mata quem não paga. Ratton, que pesquisa o mercado de drogas no Recife, diz que usuários de crack, por exemplo, vendem a pedra para pagar dívidas. Viciados, usam a mercadoria que deveriam repassar e acabam mortos por traficantes.

O próprio governo aponta outro fator: os grupos de extermínio ligados a ex-policiais. As quadrilhas fazem segurança particular, cobram taxas de comerciantes e “prestam serviços” de pistolagem.

Um deles, o Thundercats, foi desmantelado em 2008, mas um de seus líderes continua solto. Ex-soldado da Polícia Militar, Marcos Antônio da Silva responde à Justiça por 25 assassinatos. “Nós temos, sim, milícias armadas atuando no Estado, isso não é novidade”, reconhece Angelo Gioia, secretário de Defesa Social (segurança pública).

PADRÃO

Desde dezembro, a PM faz operação padrão, diminuindo o número de homens nas ruas. Os policiais reivindicam que seus salários sejam equiparados aos dos policiais civis -cerca de R$ 6.000.

Para aumentar os agentes nas ruas, o Estado paga uma remuneração extra para que trabalhem durante as folgas. Agora, durante a operação padrão, os policiais se recusam a fazer esse “bico” oficial.

Também não deixam os quartéis se houver problemas de estrutura. “O PM não pode sair às ruas com coletes e munições vencidos, armamento que trava na hora de atirar, nem viaturas sem condições de rodar”, diz Nadelson Leite, vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados.

O governo afirma que a operação padrão é um dos fatores que contribuem para o aumento dos crimes. O governador tem se recusado a negociar salários com a associação -diz que só negocia com os comandantes da tropa.

A Polícia Civil também reclama da falta de efetivo e precariedade. Uma portaria do governo previa que o Estado deveria ter 10 mil agentes em 2015: dois anos depois, há cerca de 5.000. Algumas delegacias foram interditadas pela Justiça por falta de estrutura.

Com a explosão das mortes, a gestão Câmara anunciou a recontratação de 800 policiais aposentados para atuarem em serviços internos e liberar agentes efetivos para investigações. O salário é de R$ 1.800 por 40 horas semanais.

OUTRO LADO

Angelo Gioia, secretário de Defesa Social de PE, culpa operações padrão das polícias Civil e Militar como uma das principais causas do aumento de crimes no Estado.

O secretário, ex-delegado da Polícia Federal, assumiu o cargo em outubro do ano passado, a convite do governador Paulo Câmara (PSB).

“Tivemos paralisações brancas da Polícia Civil, da Científica e, depois, da Polícia Militar. Evidentemente, isso traz um custo operacional.”

Gioia critica a forma como são negociados reajustes salariais das polícias. Para ele, governos estaduais não devem negociar diretamente com associações de policiais, e sim com comandantes.

“Essa negociação com associações trouxe um grande prejuízo para a tropa, porque você tira o comando dos oficiais. Isso enfraquece a relação hierárquica e de disciplina.”

Eduardo Campos (PSB), que governou PE entre 2007 e 2014, costumava se sentar à mesa com associações de PMs para negociar reajustes.

Sobre o aumento dos homicídios, Gioia afirma que os dados “preocupam Pernambuco”. “Estamos num trabalho intenso, seja a Polícia Civil como a Militar, focados na redução desses números. Nós precisamos focar as investigações em grupos de extermínio e quadrilhas de tráfico de drogas, de maneira a reduzir a criminalidade, prendendo essas pessoas”.

O secretário afirma que 89 pessoas envolvidas com tráfico e com grupos de extermínio foram presas -mais de 20 operações da Polícia Civil foram realizadas neste ano. Ele diz que a PM vai aumentar o policiamento em áreas com alto índice de assassinatos.

Gioia alega que cerca de 16% dos assassinatos são esclarecidos em Pernambuco. “Ainda é pouco, mas estamos acima da média nacional”.

O secretário diz que o programa Pacto Pela Vida segue valendo como forma de reduzir os homicídios. “Ele existe e avança, mas ele permite também ajustes e correções. É isso que está sendo feito.”

Na quarta-feira (12), o governo anunciou um investimento de R$ 280 milhões em segurança pública nos próximos dois anos. Também informou que 4.800 novos PMs serão incorporados até 2018.

Da Folha de São Paulo

Pancada de chuva derruba asfalto no Sertão do Pajeú

Por Anchieta Santos

A chuva caiu com muita força nos turnos da tarde e da noite em plena quarta-feira (12) em cidades do Sertão do Pajeú. No Distrito de São Vicente, no município de Itapetim, foram mais de 200 milímetros. A força das águas arrombou o açude da comunidade com capacidade de 1 milhão de metros cúbicos e atingiu a PE-263 provocando uma cratera de 20 metros e deixando o Distrito ilhado (Foto). Na sede, foram 112 milímetros.

O Prefeito Adelmo Moura está esperando a água baixar para iniciar o trabalho na área. O DER já foi comunicado. Em Tuparetama também choveu forte. A Missa do Crisma, que aconteceu na cidade teve o som da chuva de fundo. Em Serra Talhada, a chuva durou entre 11 da noite e uma da madrugada.

Em Afogados da Ingazeira foram  70 milímetros entre a tarde e noite. Houve registro de boa chuva ontem também em Tabira, Solidão, Carnaíba (65mm), São José do Egito, Ingazeira e Iguaraci. Choveu em todas as regiões do Pajeú, no Alto, Médio e Baixo da região, em uma chuva que o sertanejo costuma chamar de “geral”.

Na zona choveu em Carnaúba dos Vaqueiros, Jiquiri, Ibitiranga (65 mm), Carnaubinha, Leitão, Caiçara, Capim Grosso, Pé de Ladeira, Escada (73 mm), Encruzilhada (59,5 mm), Serra Branca, Roça de Dentro e Dois Riachos (65 mm). Para hoje a meteorologia indica 80% de possibilidades de continuar chovendo.

Investigação de políticos citados em delações pode durar até 5 anos no STF

Os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar políticos citados nas delações premiadas de ex-executivos da Odebrecht podem levar pelo menos cinco anos e meio para chegar a uma conclusão. O tempo é estimado pela FGV Direito Rio para que um processo criminal envolvendo autoridades com foro privilegiado seja finalizado.

A estimativa faz parte do levantamento Supremo em Números, divulgado anualmente pela instituição. Além do tempo médio, durante a tramitação, os processos ainda poderão ser paralisados e remetidos para a primeira instância do Judiciário se os políticos envolvidos não se reelegerem e, com isso, perderem o foro privilegiado. A prescrição dos crimes também não está descartada. No caso de investigados maiores de 70 anos, o tempo para a Justiça punir os acusados cai pela metade em relação à pena máxima para cada crime.

Os políticos citados nas delações dos ex-executivos da empreiteira Odebrecht vão responder no STF pelos crimes de lavagem de dinheiro, crime eleitoral (caixa 2) e corrupção ativa e passiva. As pena variam de três a 12 anos de prisão.

Com a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, pode ser solicitada a quebra dos sigilos telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

Fachin pede inquérito contra sete pernambucanos

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator do processo da Lava Jato, determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo de Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, segundo informação do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Entre os que serão investigados estão ainda os presidentes das duas Casas Legislativas, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE). Segundo o jornal, também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades.

Na relação de inquéritos, sete pernambucanos estão incluídos: os ministros Bruno Araújo (PSDB – Cidades) e Roberto Freire (PPS – Cultura), os senadores Fernando Bezerra Coelho (PSB e Humberto Costa (PT), os deputados Betinho Gomes (PSDB) e Jarbas Vasconcelos (PSDB) e o ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho Vado da Farmácia (sem partido).
Ainda segundo o “Estadão”, os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, serão investigados em cinco inquéritos cada. Já o ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), será investigado em quatro.

Dos ministros de Temer, foram citados Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Destes, Padilha e Kassab responderão em duas investigações.

Estão citados ainda os governadores dos Estados de Alagoas, Renan Filho (PMDB), Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD) e Acre, Tião Viana (PT).

O presidente Michel Temer é citado na lista, mas não há pedido de investigação contra ele, por ter “imunidade temporária”. Por ser presidente, ele não pode ser investigado por crimes não relacionados ao mandato. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff também não aparecem, por não terem prerrogativa de foro.

A lista é baseada na chamada “lista do Janot”, mandada ao STF no dia 14 de março. Ao todo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou 83 pedidos de inquérito ao tribunal, com base nas delações dos 77 executivos da empreiteira Odebrecht. Fachin teria decidido a respeito dos pedidos no dia 4 de abril, de acordo com a assinatura eletrônica dos documentos.

O material permanece em segredo de Justiça. Além dos 83 inquéritos, a PGR (Procuradoria-Geral da República) solicitou 211 pedidos de declínio de competência ( envio de investigação para outras instâncias do Judiciário), além de 19 “providências” (para incluir trecho de delação da Odebrecht em inquérito já aberto, por exemplo) e 7 arquivamentos.

SIGILO

Segundo o jornal “Estado de S. Paulo”, Fachin decidiu levantar o sigilo sobre os pedidos de inquérito.

“Percebe-se, nesse cenário, que a própria Constituição, em antecipado juízo de ponderação iluminado pelos ideais democráticos e republicanos, no campo dos atos jurisdicionais, prestigia o interesse público à informação”, afirmou o ministro.

Na decisão, Fachin cita seu antecessor na relatoria da operação, Teori Zavascki, que chegou a liberar o sigilo de outras investigações. “Com esse pensamento, aliás, o saudoso ministro Teori Zavascki já determinou o levantamento do sigilo em autos de colaborações premiadas em diversas oportunidades.”

…O QUE ACONTECE AGORA NO STF

1. No inquérito aberto, os investigadores juntam provas para saber se há indícios de autoria e materialidade dos crimes

2. Os procuradores podem apresentar denúncias ao fim de cada investigação ou pedir o arquivamento

3. No STF, a denúncia precisa ser analisada em colegiado. Quem decide casos de senadores, deputados federais e ministros é a Segunda Turma do Supremo (5 ministros).

Já os presidentes da República, do Senado e da Câmara têm o caso analisado no plenário da corte, por todos os 11 ministros.

Veja a lista divulgada pelo Estado:

Pernambucanos

Bruno Araújo (PSB) – Ministro das Cidades
Roberto Freire (PPS) – Ministro da Cultura
Fernando Bezerra Coelho (PSB) – Senador
Humberto Costa (PT) – Senador
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – Deputado federal
Betinho Gomes (PSDB) – Deputado federal
Vado da Famárcia (sem partido), ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

Demais:

Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-­RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB­-MG)
Senador da República Renan Calheiros (PMDB­-AL)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB­-RS)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD-SP)
Deputado federal Paulinho da Força (SD-­SP)
Deputado federal Marco Maia (PT-­RS)
Deputado federal Carlos Zarattini (PT-­SP)
Deputado federal Rodrigo Maia (DEM­-RJ), presidente da Câmara Federal
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-­BA)
Deputado federal Milton Monti (PR­-SP)
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Ministro da Secretaria-­Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
Senador da República Paulo Rocha (PT-­PA)
Senador da República Edison Lobão (PMDB­-PA)
Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB­-PB)
Senador da República Jorge Viana (PT-­AC)
Senadora da República Lidice da Mata (PSB­-BA)
Senador da República José Agripino Maia (DEM­-RN)
Senadora da República Marta Suplicy (PMDB­-SP)
Senador da República Ciro Nogueira (PP-­PI)
Senador da República Dalírio José Beber (PSDB­-SC)
Senador da República Ivo Cassol (PP-RO)
Senador Lindbergh Farias (PT-­RJ)
Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-­AM)
Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-­TO)
Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-­AL)
Senador da República José Serra (PSDB-­SP)
Senador da República Eduardo Braga (PMDB-­AM)
Senador Omar Aziz (PSD­-AM)
Senador da República Valdir Raupp (PMDB-RO)
Senador Eunício Oliveira (PMDB-­CE)
Senador da República Eduardo Amorim (PSDB­-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM­-SE)
Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-­RN)
Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB­-ES)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM­-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-­BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-­BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT­-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB­-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-­RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-­RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM­-RS)
Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-­SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS­-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB­-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-­CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB­-MA) – por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-­SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-­MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-­SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-­BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-­SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-­MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-­RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-­BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-­PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-­GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR­-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-­SP)
Deputado Federal Zeca do PT (PT­-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-­SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP­-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-­RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-­PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-­SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-­BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-­SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-­SP)

Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP) – ex­-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-senador da República e prefeito municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex­-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Senador Antônio Anastasia (PSDB-­MG)
Cândido Vaccarezza (ex-­deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-­ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex­-prefeito do Rio de Janeiro e ex-­deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-­prefeito do Rio de Janeiro
Ex-ministro José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT­-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, prefeito municipal de Blumenau (SC)
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
Advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-­Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice­-governador de Roraima, filho de
Senadro Romero Jucá (PMDB-RR)
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
José Feliciano

Fonte: Blog FolhaPE

Obra do Samu de Serra Talhada pode ser retomada

O secretário estadual de Planejamento, Márcio Stefanni, esclarece que o Governo já assinou o edital para abrir a licitação de retomada das obras do Samu de Serra Talhada. Na peregrinação da oposição no cumprimento da agenda “Pernambuco de verdade”, sete deputados fizeram imagens em frente ao prédio, cujas obras iniciaram no segundo mandato de Eduardo e paralisadas pela metade.

Por Magno Martins

Tentativa de assassinato em ST deixa um saldo de dois feridos

Na madrugada deste domingo (09), por volta de 01h, dois homens e um cavalo foram alvejados por disparos de arma de fogo, no Parque de Vaquejada Líder, em Serra Talhada, nas proximidades do bairro Vila Bela.

Segundo populares, um homem tentou assassinar um dos  vaqueiros que estavam na disputa do “bolão” e efetuou vários tiros, os quais atingiram duas pessoas que estavam participando do evento.

As vítimas foram atingidas de raspão, foram socorrida para o Hospam e não correm risco de morte. O cavalo foi atingido por cerca três disparos, foi medicado e está sob observação. O acusado da tentativa se evadiu tomando destino ignorado.

A Polícia esteve no local e já tem o nome do suspeito e está em diligências no sentido de capturar o mesmo, porém até o fechamento desta publicação, não obteve êxito.

Do Blog Nayn Neto