Jornalista atingindo em tiroteio apresenta melhora, diz boletim

Boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (20) aponta uma “ótima evolução clínica” do jornalista Alexandre Farias, 39 anos, que foi atingido por uma bala na cabeça durante tiroteio entre bandidos e policias em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva da Unimed Caruaru com quadro clínico estável, contudo grave.

Este é o quarto dia de internação do jornalista na unidade, e hoje começou o desmame da sedação profunda. Ele está respirando com ajuda de aparelhos e alimenta-se através de sonda. As funções renal, pulmonar, hepática e cardíaca estão normais. Segundo o hospital, uma nova tomografia do crânio foi realizada nesta manhã onde se constatou nova melhora no edema cerebral comparando as tomografias anteriores.

O jornalista estava indo para casa quando foi baleado por uma troca de tiros no Alto do Moura, em Caruaru, na noite do último sábado (16). Na segunda-feira (18), José Ranieri de Oliveira Simões, 32 anos, Vagner Santos Figueiredo, 30, e Victor Luiz Bezerra da Silva, 20, foram presos em um sítio na Zona Rural do município. Durante a operação policial, Igor Alves do Nascimento morreu.

No dia seguinte, o quinto suspeito de envolvimento no tiroteio foi preso também em Caruaru. Jefferson Santos da Silva, de 22 anos, era foragido de Alcaçuz, maior penitenciária do Rio Grande do Norte, assim como os outros três homens presos e o morto. Ele disse à polícia que fazia parte do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que na rebelião de Alcaçuz, que ocorreu no dia 14 de janeiro de 2017, matou mais de 100 pessoas junto com o resto do grupo.

Associação criminosa
O homem que abrigava Jefferson em casa era padrasto do suspeito que morreu ao trocar tiros com a polícia. Pedro Guilherme da Silva Filho, 57 anos, não participava dos assaltos realizados pelo grupo, mas será indiciado por associação criminosa e será apresentado na audiência de custódia também nesta quarta, onde a Justiça decidirá se ele será preso ou se vai responder em liberdade.

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